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ENI passa a gerir o Bloco Norte em Cabinda e aumenta quota de 15 para 48%.

A petrolífera italiana, ENI, divulgou ontem que chegou a acordo com a Sonangol para aumentar a sua quota no Bloco Norte em Cabinda de 15 para 48 por cento bem como passa a liderar a área operacional do bloco situado em Cabinda. Indícios de que pode estar na calha para assumir parceria com a Sonangol para construção de nova refinaria em Angola?

O anúncio deste negócio pela ENI com a petrolífera estatal angolana ocorre no dia em que o primeiro-ministro italiano Paolo Gentilone está a realizar uma visita oficial de 24 horas a Angola e horas depois de o PCA da Sonangol, Carlos Saturnino, ter divulgado, durante a visita de Estado do Presidente João Lourenço à África do Sul, que esta na calha a escoha de um parceiro internacional para a construção de uma nova refinaria no país.

Ainda no âmbito deste acordo entre a ENI e a Sonangol foi assinado um memorando de entendimento que define os termos de projectos conjuntos na área da energia, com destaque para o acesso aos depósitos de gás natural do offshore angolano e ainda, entre outras valências, a identificação de novas áreas para exploração conjunta.

A optimização das medidas para impulsionar a refinação e a comercialização de produtos derivados do petróleo e gás bem como o estudo de oportunidades na área das energias renováveis, em especial as relacionadas com a energia solar.

Este entendimento entre as duas companhias surge horas depois de o novo presidente do CA da Sonangol, Carlos Saturnino, ter anunciado que a empresa vai definir até Março de 2018 um parceiro internacional para construir uma nova refinaria em Angola.

Embora não tenha dado quaisquer pistas sobre que eventuais parceiros estão em análise, esta aproximação à ENI pode ser um indício de que a petrolífera italiana está a ser ponderada para o efeito.

O aumento da refinação de petróleo em Angola, onde apenas existe uma antiquada refinaria, com capacidade para entre 30 a 60 mil barris/dia, que está longe de corresponder às necessidades do país, que rondam os 200 mil barris/dia, é um dos objectivos em cima da mesa há vários anos devido à necessidade de diminuir substancialmente os custos com a importação de derivados de petróleo, que ultrapassam os 140 milhões de dólares ao mês.

A ENI está em Angola desde 1980 e a sua actividade tem sido particularmente intensa na exploração tradicional de petróleo no offshore angolano e nas águas profundas, com destaque para Cabinda, mas, como regista a agenda do primeiro-ministro italiano em visita ao país, a empresa italiana está apostada em diversificar as operações para o gás natural e as energias renováveis, ou ainda a comercialização, como define o memorando de entendimento hoje divulgado pela companhia europeia. (Novo Jornal Online)

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