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Uhuru Kenyatta empossado amanhã

O Presidente queniano, Uhuru Kenyatta, vai ser empossado amanhã em Nairobi, para o seu segundo e último mandato na chefia do Estado, confirmou à AFP uma fonte oficial.

A cerimónia de amanhã deverá marcar o fim da crise política que afecta a economia daquele país do leste de África, iniciada com uma decisão do Supremo Tribunal que anulou a 1 de Setembro as anteriores eleições, de 8 de Agosto, ganhas por Uhuru, que foram invalidadas, a pedido da oposição, devido às irregularidades verificadas na transmissão de resultados.

A decisão do tribunal tinha sido saudada pela oposição que qualificou o facto como uma oportunidade para os políticos quenianos de reforçar a democracia, escreveu Nicolas Delaunay para a AFP. Entretanto, um novo clima de desconfiança surgiu quando Uhuru Kenyatta foi proclamado vencedor das novas presidenciais, organizadas a 26 de Outubro último e boicotadas mais uma vez pela oposição.

Mesmo assim, o Supremo Tribunal validou o novo escrutínio a 20 de Novembro, facto que foi festejado no feudo de Kenyatta, em contraste com as manifestações surgidas nos bastiões do opositor Raila Odinga, no oeste e alguns bairros de Nairobi, reprimidas pela polícia.

Odinga, que já perdeu três eleições à Presidência, prometeu a vinda de uma “terceira república”, referindo-se à independência conquistada em 1963 e à nova Constituição adoptada em 2010.

Kenyatta , de 56 anos e no poder desde 2013, venceu com 98,26 por cento de votos nas eleições de 26 de Outubro realizadas com fraca participação (39 por cento) por causa do boicote da oposição.
Os apoiantes de Odinga tentaram impedir a realização do escrutínio em quatro circunscrições do oeste sobre as 47 que conta o país.

No entanto, muitos observadores sublinham que a crise actual pode exacerbar as profundas divisões sociais, geográficas e étnicas que atravessa o país de 48 milhões de habitantes. Nos feudos de Raila Odinga, de etnia Luo, reforça-se o sentimento de terem sido desclassificados, descriminados e não tidos em contra desde a independência do Quénia em 1963, contra os kikuyu, etnia de Kenyatta, que deu ao país três dos seus quatro Presidentes.

“Vontade do povo”

Logo após a validação dos resultados eleitorais pelo Tribunal Supremo, na passada segunda-feira, o Presidente queniano, Uhuru Kenyatta, considerou que a sua vitória nas urnas é uma “nova confirmação” da vontade do povo, em referência à sua reeleição no escrutínio de 8 de Agosto, posteriormente invalidado pelo Supremo. “Não é mais do que senão uma nova confirmação da vontade dos eleitores”, declarou Kenyatta, 56 anos, após ter sido declarado vencedor com 98,26 por cento dos votos.

O Supremo Tribunal do Quénia rejeitou na segunda-feira os dois recursos a pedir a invalidação das presidenciais de 26 de Outubro, realizadas após a anulação do escrutínio de Agosto, e validou a reeleição do Presidente cessante Uhuru Kenyatta.
“O Tribunal decidiu por unanimidade que os recursos são infundados. Pelo que, as eleições presidenciais de 26 de Outubro são válidas” e “a reeleição de Kenyatta está confirmada”, declarou o presidente do Supremo Tribunal, David Maraga, quando pronunciava a decisão.

O veredicto do Supremo, publicado no diário oficial, estipula que Kenyatta é investido para um novo mandato de cinco anos. Entretanto, depois de duas semanas de calma, a tensão regressou sexta-feira com a morte de três pessoas a tiros durante uma manifestação da oposição em Nairobi para protestar contra a validação pelo Tribunal Supremo da reeleição do Presidente cessante Uhuru Kenyatta. Após o incidente, vários habitantes começaram a dirigir-se em direcção ao posto da polícia local, para pedir satisfações aos polícias. (Jornal de Angola)

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