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Lançamento do Angosat1 em fase de integração com módulo lançador

O ministro das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, disse hoje (segunda-feira), em Luanda, que o lançamento em órbita do Angosat1 encontra-se na fase de integração do satélite ao módulo lançador.

De acordo com o titular da pasta das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação, técnicos angolanos e russos estão a trabalhar para que o lançamento aconteça nos prazos estabelecidos e por se tratar de um processo complexo a data está dependente desta integração.

Este projecto, acrescentou o governante, começou há mais de 10 anos e várias gerações trabalharam para que o mesmo tenha o sucesso desejado, dentro do programa estratégico espacial do Executivo, no qual o Angosat1 é uma peça deste programa e é preciso ter em conta que uma vez lançado não tem volta e nem obedece a erros.

“Estamos na recta final deste projecto e na de integração do satélite com o laçador, que irá determinar a data do lançamento”, explicou.

No dia 13 de Novembro de 2017, o vice-primeiro ministro da Federação Russa, Yuri Trutnev garantiu que o satélite AngoSat-1, construído pela Corporação Energética de Míssil e Espaço da Rússia, para o Governo angolano, está programado para ser lançado em Dezembro do ano em curso.

A confirmação foi dada à saída de uma audiência com o Presidente da República, João Lourenço

Yuri Trutnev, que esteve em Luanda para uma visita de algumas horas, considerou um ganho para os dois Estados o lançamento do primeiro satélite angolano.

O centro de controlo e missão de satélites do Angosat1 encontra-se na comuna da Funda, norte da província de Luanda.

Como satélite geoestacionário artificial, o Angosat estará localizado a 36 mil quilómetros a nível do mar. Sua velocidade coincidirá com o da rotação da terra e conseguirá cobrir um terço do globo terrestre.

O Angosat, construído na Rússia, com mil 55 quilogramas e 262.4 quilogramas de carga útil, ficará na posição orbital 14.5 E e terá uma potência de três mil 753 W, na banda CKu, com 16C+6Ku repetidores. Terá 15 anos de “vida útil”.

O satélite angolano vai possuir um centro primário de controlo e missão em Angola e outro secundário na Rússia. (Angop)

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