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Doença não identificada mata 16 crianças no município da Kissama

Uma doença ainda não identificada matou, desde o início deste mês, 16 crianças, com idades entre os cinco e os dez anos, nas localidades de Caxarandanda, Quivu e Pau-Ferro, município da Kissama, em Luanda, segundo informou hoje, 24, fonte da Delegação Provincial de Saúde, ao Novo Jornal Online.

De acordo com o chefe da equipa médica no local, Caetano Miguel, os primeiros sintomas assemelham-se à malária, com fortes dores de cabeça, urina com sangue, dores abdominais e febres muito altas.

“Conseguimos constatar que tem havido crianças com fortes febres, muita disenteria e paludismo e que urinam com sangue. Verificámos igualmente que a população está a fazer o consumo de água não potável, o que é muito perigoso para a saúde humana”, explicou, sublinhando que a equipa médica especializada que está no local irá diagnosticar, até sábado, as verdadeiras causas deste surto.

“Até amanhã vamos concluir o nosso trabalho. A delegação de vigilância epidemiológica está a realizar uma investigação para apurar as causas reais, para identificar os vectores transmissores da doença”, atestou.

Caetano Miguel considera a “enfermidade muito perigosa” e apelou à população para fazer uso de mosquiteiros, ter cuidados básicos no convívio com os animais, e atenção ao consumo de água imprópria.

A anciã Domingas Joaquim diz que perdeu três netos no início do mês, supostamente pela mesma causa.

“Dor de cabeça, dor dos rins e fortes tonturas são os sintomas que os meus netos apresentavam. Chegou um momento em já não conseguiam manter-se em pé”, lamenta.

Segundo o administrador municipal da Kissama, Vicente Soares, “está tudo preparado para que o caso fique totalmente resolvido”.

“Nos tomamos o conhecimento das mortes das crianças e viemos ao terreno para saber junto da população o que se está a passar de concreto”, aponta, salientando que receberam a informação de que desde o final do mês de Outubro houve muitas crianças com febres altas, e que deste o início deste mês começaram a morrer de modo muito sequencial.

“A nossa Direcção Provincial de Saúde já está informada do caso. Se não conseguir repor a normalidade, chamaremos a Direcção Nacional de Saúde para intervir no caso”, assegurou. (Novo Jornal Online)

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