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Cidadãos expectantes pela abolição de vistos para África do Sul

Cidadãos residentes em Luanda aguardam com expectativa a assinatura do acordo recíproco de abolição de vistos em passaportes ordinários angolanos e sul-africanos, a ser assinado pelos dois países, hoje, sexta-feira, em Pretória.

Alguns cidadãos contactados pela Angop disseram que os angolanos enfrentavam algumas dificuldades na obtenção de vistos para a África do Sul, dai que onsideram a medida como vantajosa porque abre uma nova era na livre circulação para os cidadãos de ambos os países.

“A África do Sul é uma nação desenvolvida em diversos sectores e, com a abolição dos vistos em passaportes ordinários, será possível incrementar o volume de negócios”, disse a empresária do ramo da construção civil, Sandra Macedo, residente na Ingombota.

Na lógica do docente da cadeira de relações internacionais, Mariano da Conceição, do município do Talatona, a supressão de vistos em passaportes ordinários vai garantir maior fluidez na circulação de cidadãos de ambos os países.

O antigo estudante universitário em Joanesburgo, Emerson do Nascimento, do município de Viana, considera que a África do Sul pode tornar-se no principal parceiro comercial e económico de Angola, na região Austral.

Luís Manuel, do município de Belas e com familiares residentes na África do Sul, recorda que a obtenção do visto no consulado sul-africano tem, em teoria, a duração de cinco dias, mas a falta de transparência, no que diz respeito aos documentos para adquirir a autorização, tem criado dificuldade no acto de levantamento do passaporte, o que deixa transtornado a quem está pronto a viajar.

Manuel Mateus, igualmente com parentes naquele país, recorda que teve de adiar por duas vezes a viagem por dificuldades na obtenção de vistos normais para a África do Sul.

O morador de Cacuaco Mendes Mário é de opinião que o acordo deve ser complementado, no futuro, com a abertura de representações de instituições bancárias, com vista a facilitar as transacções cambiais.

Para o sociólogo Abel Chico Joaquim, Angola tem competências para se impor na região e esta abertura pode dar um salto qualitativo na cooperação com os sul-africanos nos vários domínios.

Defendeu a urgência, para os angolanos, da aprendizagem da língua inglesa, principalmente para os homens de negócios, de modos a facilitar a actividade sem recorrer a tradutores.

Em uma ronda feita no centro de emissão de vistos do consulado da embaixada da África do Sul, no Talatona, constatou-se que o movimento é reduzido.

Alguns cidadãos disseram ser preferível cancelar o pedido e esperar pela assinatura do acordo de isenção e a sua entrada em vigor. (Angop)

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