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Atletismo: São Silvestre de Luanda prioriza estrangeiros da SADC

A 62ª edição da São Silvestre de Luanda volta, este ano, ao seu carácter internacional, com a priorização de concorrentes estrangeiros de cinco países da Região Austral de África (SADC), garantiu hoje, na capital do país, o presidente da Federação Angolana de Atletismo, Bernardo António João.

Numa entrevista colectiva, no Centro de Imprensa Anibal de Melo (CIAM), para apresentação da prova, que acontece no próximo dia 31 de Dezembro, o dirigente desportivo referiu que a competição, considerada a segunda mais antiga do mundo, conta com convidados da África do Sul, Botswana, Namíbia, Moçambique e Zimbabwe, tal como Angola, integrantes da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

“A sua internacionalização se deve ao facto da nossa filiação como membro da Associação Internacional de Maratona e Corridas de Estradas (AIMS). Os países da região da SADC, da qual somos parte, recomendam um maior intercâmbio desportivo e apelam consequentemente às autoridades angolanas, a materializarem as decisões regionais, visando o aumento da competitividade”, disse

Adiantou ainda que permitirão apenas a vinda de dois estrangeiros, dos quais um masculino e um feminino, em representação de cada país fora da zona SADC.

Acrescentou, contudo, terem consciência que os empresários hoje estão atentos aos fenómenos desportivos – estando abertos à negociações a esse nível, certamente sob determinadas regras e condições que visam salvaguardar o interesse dos atletas angolanos.

Avaliada em mais de 39 milhões de Kwanzas, segundo o responsável, a verba que suporta o evento, é aguardada a todo instante pela sua disponibilização por parte do Ministério da Juventude e Desportos, com vista ao pagamento de equipamentos técnicos, premiações dos atletas nacionais, estrangeiros e outros serviços.

Sobre a premiação, cinco mil dólares, equivalente em kwanzas, é o valor estipulado para os vencedores da corrida de fim-de ano, que prevê envolver três mil participantes.

O retorno do Meeting Demosthenes de Almeida, na pista do estádio dos Coqueiros, a chegada do comendador Carlos Moia, a certificação do percurso, o início das inscrições previstas para o dia 26, a realização de uma feira, entre outros, também mereceram referências por parte do líder do atletismo nacional

A conferência de imprensa também contou com as presenças de representantes do Ministério da Juventude e Desportos, Governo da Província, Polícia Nacional e Protecção Civil.

Francisco Caluvi (masculinos) e Adelaide Machado (femininos), ambos do Interclube, venceram a 61ª edição, realizada sem presença de estrangeiros convidados, por dificuldades financeiras.

Cerca de 1880 corredores, entre federados, adaptados e populares, estavam inscritos na prova de 10 quilómetros, que distribuiu 500 mil kwanzas a cada um dos vencedores.

Esta foi a segunda vez que a corrida pedestre da capital angolana aconteceu sem estrangeiros. Na primeira vez, em 2009, o vencedor foi José Dala. A primeira ocorreu em 1954 apenas com os caseiros, com triunfo de Isidro Louro. A internacionalização foi em 1964, com a consagração do moçambicano António Repinga.

A corrida, que inicia no largo da Mutamba, percorrendo várias ruas da cidade, tem como meta o estádio dos Coqueiros. (Angop)

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