Radio Calema
InicioEconomiaPrivatização de empresas públicas obedece critérios de transparência

Privatização de empresas públicas obedece critérios de transparência

A privatização de algumas empresas pública, a favor de investidores nacionais e estrangeiros, através da Bolsa da Dívida de Valores de Angola (BODIVA), vai reger-se pela certificação das contas destas, contabilidade organizada, “governance compliance”, além da legislação a ser aplicada as mesmas no quadro do mercado de acções.

De acordo com o consultor do Ministério das Finanças, Sílvio Custódio, as condições para o inicio da privatização de algumas empresas públicas já começaram a ser criadas, no quadro da implementação do Plano Intercalar do Executivo angolano que vai de Outubro 2017 a Março de 2018.

Sílvio Custódio, que apresentou nesta quinta-feira o tema “ O Caminho para as Privatizações”, no fórum sobre mercado de capitais, afirmou que este procedimento estará em aberto aos investidores estrangeiros interessados, tal como acontece em outros países do mundo.

A título de exemplo deste procedimento, fez recurso a casos ocorridos em alguns países, como Portugal, onde em 2011 foram privatizadas nove empresas, via da Bolsa e venda directa, tendo se tirado proveitos de 10 biliões de dólares norte-americanos.

Este procedimento, prosseguiu, ajudou a amortização da divida do país e melhorou a situação financeira de alguns bancos.

Segundo o consultor, o mercado da bolsa é uma das opções para se fazer passar a privatizações das empresas públicas, isto é da gestão do Estado para o privado, para que também os próprios investidores invistam nessas mesmas empresas.

Mas para tal, já no caso de Angola, algumas empresas a serem privatizadas terão melhorar a sua organização corporativa, contas certificadas, contabilidade organizada, entre outros pressupostos indispensáveis para que estas entre no mercado de acções.

Vão passar a privatizações, segundo Sílvio Custódio, empresas que demonstram grande potencial, como por exemplo as dos sectores petrolíferos, energia e outros.

Mas para isso, acrescentou que o Instituo para o Sector Empresarial Público (ISEP) deverá exercer um papel importante neste processo das privatizações via bolsa, ao certificar as contas públicas que a ele são apresentadas pelas empresas, cumprindo deste modo as exigências que constam no próprio Plano Intercalar do Executivo.

“O que vai ser é, referenciar aquelas empresas em Angola, que de facto têm potencial de investimento e também ter em atenção outras empresas que servem de referência, em que o Estado por razões de Soberania prefira manter, por enquanto, a sua gestão, mas de alguma forma, nem que for uma parte da gestão dessas empresas devera passar a privados, isso para ajudar na melhoria da própria eficiência dessas empresas”, explicou o consultor das Finanças Públicas.

Uma das vantagens das privatizações será a redução da dívida pública, a adequação da capacidade de gestão das próprias empresas e a competitividade entre as mesmas, de acordo com o consultor.

“Esta iniciativa já está em curso e o objectivo é cumprir com as metas que foram traçadas pelo Executivo”, concluiu. (Angop)

Siga-nos

0FansCurti
0SeguidoresSeguir
0InscritosSe inscrever

Últimas notícias

Notícias relacionadas

- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.