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Imigração ilegal propicia criminalidade no Soyo

O procurador-geral adjunto da República, Pascoal António Joaquim, apontou nesta quinta-feira, na cidade do Soyo, província do Zaire, a imigração ilegal como uma das principais causas da criminalidade que se regista nesta parcela do território nacional.

Ao fazer o balanço da visita de trabalho de 72 horas que realizou ao Zaire, o magistrado fundamentou que dos 213 reclusos que constituem a população penal do estabelecimento prisional do Kivanda (Soyo), 128 são estrangeiros em situação migratória ilegal, com realce para cidadãos da Republica Democrática do Congo (RDC).

“É com muita pena que constatamos na unidade penitenciária do Kivanda, que do número de cidadãos que cumprem penas naquele estabelecimento prisional a maior parte são estrangeiros”, reiterou.

Considerou este quadro, uma autêntica invasão criminal das zonas fronteiriças do país por parte de cidadãos estrangeiros, para quem esforços devem ser empreendidos para inverter este cenário.

Situação semelhante, afirmou, ocorre também no município de Mbanza Kongo e em outras localidades do país que partilham fronteira com a República Democrática do Congo.

“É um fenómeno que transcende a Procuradoria-Geral da República e o tribunal. Por isso, todos os órgãos que intervêm na administração da justiça são chamados para o combate a este mal que constitui uma ameaça para a soberania nacional”, realçou.

Para o procurador, a situação da imigração ilegal deve ser vista com muita seriedade, pois tem repercussões negativas para a economia e segurança nacional.

A província do Zaire partilha 330 quilómetros de fronteira com a região do Congo Central. A nível do município do Soyo existem 33 corredores fluviais na comuna do Sumba e 120 ilhas à entrada da cidade, das quais 60 estão desabitadas. (Angop)

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