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Pagar dívidas será difícil para Angola se preço do petróleo voltar a cair

Baixas no petróleo chegaram a um ponto crucial que qualquer descida no valor significa maior pressão no Governo para cumprir obrigações.

Angola depende, e muito, das exportações do petróleo para arcar com a dívida pública do país. Há cinco meses, o valor do crude tem estado a subir nos mercados internacionais: a cotação atual está acima dos 60 dólares por barril. No entanto, este preço poderá descer e criar dificuldades no país para honrar importantes compromissos financeiros.

A variação do preço do petróleo tem tido um forte impacto na economia angolana.

E se o petróleo voltar a descer, como alguns especialistas esperam, será difícil pagar a dívida pública angolana. A estimativa é que as dívidas deverão ultrapassar os 56 mil milhões de euros até final de 2017, ou seja, mais de 53% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estimativas oficiais.

A queda nos preços do petróleo entre 2014 e 2016 deixou os angolanos com um fardo da dívida elevado, que vai influenciar a posição orçamental nos próximos anos. As baixas chegaram a um ponto que qualquer descida no preço do crude vai significar maior pressão na capacidade do Governo para cumprir as suas obrigações.

Outros setores como combustível no futuro

Os problemas podem ser ainda piores para o país se não houver investimento em outras áreas. “Angola precisa desesperadamente de diversificar os investimentos e pensar em novas atividades de exploração, caso contrário, a produção de petróleo atingirá o pico e depois diminuirá a partir de 2020. O preço do petróleo também influencia as decisões sobre o desenvolvimento. Muitas exportações de petróleo do Governo já estão comprometidas com a China em negócios em troca de desenvolvimento de infraestruturas”, alerta Alex Vines, economista especializado em Angola, do instituto Chatham House. (DW)

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