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Sonangol deve despir-se de negócios fora do seu “cor Bussines”

A actual direcção do Conselho de Administração da Sonangol, liderada por Carlos Saturnino, além de dar continuidade às políticas de redução dos custos, deve despir-se de uma série de negócios feitos fora do sector petrolífero.

Essa visão foi defendida hoje pelo especialista em mercado energético e investigador da Universidade Católica de Angola, José de Oliveira, em declarações à Rádio Nacional de Angola, a propósito da exoneração antiga gestão, liderada por Isabel dos Santos, e a nomeação pelo Presidente da República, João Lourenço, do novo conselho de administração da Sonangol.

“A nova administração da Sonangol tem de continuar com a tarefa de reduzir os custos. A Sonangol deve ser despida de toda série de negócios que nada tem a ver com os petróleos”, desafiou José de Oliveira à nova direcção.

José de Oliveira lembrou que o plano de reestruturação da Sonangol já tinha uma política aprovada para o efeito, mas pessoalmente, discorda com uma parte deste programa que diz respeito à criação de uma Agência de Petróleos.

Quanto a este aspecto, disse discordar pelo facto do mesmo plano prever tirar tudo que é negócio à Sonangol Concessionária E.P.

Acrescentou que o mesmo plano de reestruturação prevê medidas concessionárias que fiquem com a Sonangol, por questões contratuais.

De acordo com o especialista, se for retirada a função de Concessionária à Sonangol, Angola terá de renegociar contratos, que seria muito negativo no actual contexto.

“ É negativo porque o mercado mundial está em desequilíbrio, visto que uma das partes tem mais força para negociar”, justificou, sustentando que Angola não está numa fase do mercado internacional em equilíbrio, o que para si, seria muito arriscado negociar tais contratos.

Quanto à antiga administração, José de Oliveira considera que “ falhas cruciais” ditaram as mudanças que se registartam na gestão da Sonangol.

A perda do foco da empresa, como Concessionária Nacional, foi uma das falhas mais “graves” da administração anterior a de Isabel dos Santos, segundo o especialista.

Apontou, de igual modo, como falhas a falta de negociações em questões ligadas ao sector e o uso de medidas “musculadas” para a resolução de diferendos com as petrolíferas.

Segundo disse, “durante um ano e seis meses a Concessionária não funcionava, e assim só provaram que administração se submetia a redução de custos”.

No seu ponto de vista, a anterior administração batia-se muito com as petrolíferas e não conseguiu dar ao negociar aspectos que se relacionavam com a actividade.

Outro erro apontado por José de Oliveira e considerado “grave” é o facto da antiga administração impor-se perante às companhias petrolíferas, quando tinha de primar pela negociação.

“A antiga administração tinha um comportamento com as companhias que investiram centenas de milhões de dólares em Angola de tentar impor e não negociar”, lamentou José de Oliveira, acrescentando ter sido uma atitude que criou um impacto negativo para a indústria petrolífera além fronteira.

Na tomada de posse dos novos membros da administração da Sonangol, o Presidente da República, João Lourenço, defendeu, nesta quinta-feira, a implementação de uma estratégia que permita refinar internamente os produtos derivados do petróleo.

A estratégia visa evitar que Angola dependa consideravelmente da importação de produtos refinados derivados do petróleo. (Angop)

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