Notícias de Angola - Toda a informação sobre Angola, notícias, desporto, amizade, imóveis, mulher, saúde, classificados, auto, musica, videos, turismo, leilões, fotos

Venezuela aumenta produção de petróleo com a ajuda da China

Novos acordos comerciais e económicos entre o regime de Nicolás Maduro e a China começam a dar os primeiros frutos – nomeadamente contra o embargo norte-americano ao país da América do Sul.

Segundo a imprensa local venezuelana, as autoridades governamentais do país decidiram a reativação de 300 poços no campo petrolífero de Orinoco e a reabilitação de mais 500 no distrito de San Tomé, estado de Anzoátegui. Os responsáveis no terreno são a Petróleos de Venezuela (PDVSA) e China National Petroleum Corporation (CNPC), que já estão a negociar, segundo as mesmas fontes, os contratos que lhes permitirão aumentar a produção de petróleo em 200 mil barris por dia no curto prazo.

Segundo relatam os jornais venezuelanos, o presidente da PDVSA, Nelson Martínez, realizou uma reunião de trabalho com Ye Xiandeng, presidente da CNPC America, para analisar os detalhes desse e de outros projetos conjuntos – que a partir de agora vão ligar as duas empresas. Ambas as empresas petrolíferas definiram novos mecanismos para garantir a continuidade do ritmo atual das transações comerciais.

A reunião não versou apenas o aumento imediato da produção diária: as duas empresas manifestaram interesse na evolução de negócios conjuntos e a avaliação de novas oportunidades de negócios. Esta estratégia está longe de ser uma novidade: PDVSA e CNPC têm investimentos conjuntos na ordem de 10 mil milhões de dólares, consubstanciados em quatro joint ventures que desenvolvem projetos de produção de petróleo no país e a construção da refinaria Nanhai, na província de Guangdong, China.

“A Venezuela e a China continuam a fortalecer a Aliança Estratégica Integral, através do desenvolvimento de políticas baseadas na complementaridade e no princípio da vitória, em benefício de ambos os povos”, adianta um comunicado conjunto das duas empresas.

A China já antes havia manifestado não acompanhar os Estados Unidos no processo de acantonar a Venezuela sob o jugo de sanções económicas. O governo chinês mostrou-se muito reticente com aquilo a que chamou “ingerência estrangeira”, quando uma grande fatia dos países ocidentais manifestou preocupação pelas eleições de há algumas semanas para uma assembleia constituinte que substituiu o parlamento – sem que isso estivesse vertido na Constituição ‘chavista’ de 1999.

A China afirmou sempre que a decisão cabia à Venezuela e não aos observadores internacionais – e, face à imposição de sanções por parte dos Estados Unidos, deu a conhecer a sua intenção de reforçar, como contrapeso, os laços económicos e comerciais com a Venezuela.

O setor do petróleo tinha que estar à frente de todos os outros. A Venezuela é neste momento um país que depende quase exclusivamente do petróleo que coloca nos mercados internacionais – e a crise que se abateu sobre a sua economia deriva de grande parte da queda dos preços, que se verifica há mais de um ano, e que lançou o brendt para valores mais de 50% abaixo do que sucedia antes. Por seu lado, a China é um dos maiores consumidores de petróleo do mundo, e qualquer sítio onde o possa comprar é bem-vindo para a economia do Império do Meio.

O anúncio da parceria entre as duas empresas vem mais demonstrar que a China e os Estados Unidos estão cada vez mais em rotas divergentes no que tem a ver com as suas políticas de expansão internacional. (Jornal Económico)

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Translate »