UNITA repudia violência contra seus militantes e instalações no Monte Belo e Saurimo

Numa nota de imprensa distribuida esta terça-feira, 18 de Setembro de 2017, a UNITA repudia com veemência os actos de violência gratuita ocorridos em Monte Belo, Província de Benguela, e em Saurimo, Província da Lunda Sul, localidades onde as eleições do passado dia 23 de Agosto.

Segundo a fonte, os inquéritos realizados no terreno pelas estruturas locais da UNITA, e não só, revelam que as pessoas estão a ser roubadas, violentadas, perseguidas e intimidadas apenas por serem da UNITA ou por terem votado pela UNITA.

“As instalações da UNITA na Comuna de Monte Belo, em Benguela, foram criminosamente saqueadas, violentadas e destruídas por fogo posto, por indivíduos afectos ao MPLA, com o envolvimento directo da Policia Nacional. A propriedade privada dos cidadãos não foi protegida pelo Estado. Veículos motorizados, residências e instalações comerciais de cidadãos foram saqueados, roubados ou destruídos, o que resultou em avultados danos materiais”, denuncia a UNITA.

A nota acrescenta que no Município de Saurimo, Província da Lunda Sul, a Polícia participou nos actos de vandalização e violência gratuita contra cidadãos que estavam reunidos, pacificamente, numa sala oficial de reuniões, à luz do dia. O Secretário Provincial da UNITA também foi vítima do gaz lacrimogéneo, lançado pela Policia Nacional. Houve disparos contra cidadãos indefesos e violência verbal, factos que alimentaram um ambiente de insegurança e de instabilidade social que não se compadece com a festa eleitoral da democracia num Estado democrático de direito.

“A UNITA apela às autoridades de direito, em particular à Polícia Nacional e à Procuradoria Geral da República, a cumprirem e fazer cumprir a Constituição e a Lei, para garantir as condições de liberdade necessárias para o pleno usufruto dos direitos humanos pelos cidadãos”, lê-se na nota.

Finalmente, a UNITA diz esperar que a era da impunidade tenha terminado a 22 de Agosto e que os autores dos actos acima descritos sejam civil e criminalmente responsabilizados pelos órgãos competentes do Estado. (Portal UNITA)

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