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PR reafirma emagrecimento do Executivo e exclui Portugal dos parceiros mais importantes de Angola

No primeiro discurso como Presidente da República de Angola, que durou cerca de 50 minutos, João Lourenço recuperou as propostas governação que marcaram a campanha do MPLA às eleições gerais de 23 de Agosto, com destaque para o combate à corrupção e ao despesismo e para a aposta na juventude, na diversificação da economia e no investimento privado. A apresentação do novo Chefe de Estado ficou ainda marcada pela exclusão de Portugal da lista de parceiros mais importantes de Angola.

O primeiro discurso de João Lourenço como Presidente da República consistiu sobretudo numa “reciclagem” daquelas que são as principais linhas de acção do programa de governação do MPLA para os próximos cinco anos, e que podem ser revistas aqui e na análise ao Novo Jornal, elaborada pelo sociólogo Paulo de Carvalho.

Para além de reafirmar o compromisso do MPLA com o desenvolvimento humano e bem-estar dos angolanos, a concretização da reforma e modernização do Estado, bem como com a consolidação da paz e da democracia e preservação da unidade e da coesão nacional, algumas das metas traçadas pelo partido no poder para o período 2017-2022, o novo Chefe de Estado recuperou algumas das mensagens mais fortes que marcaram a sua corrida eleitoral.

A começar no combate à corrupção e à impunidade, que lembrou terem um impacto negativo na execução de qualquer programa de governação. A este nível, João Lourenço prometeu, por exemplo, um “reforço dos sistemas de controlo de actos ilícitos que possam descredibilizar o sistema bancário”.

A par das metas económicas – nomeadamente a criação de empregos para a juventude e a promoção da iniciativa privada -, o sucessor de José Eduardo dos Santos traçou alguns objectivos sociais, como o reforço do sistema de educação e a elevação dos indicadores de saúde, com destaque para a redução da mortalidade materna e infantil.

“O mais importante continua a ser resolver os problemas do povo”, reiterou o terceiro Presidente da República de Angola, sublinhando que isso não se faz com palavras, “mas com políticas públicas que respondam o melhor possível aos anseios e aspirações do cidadãos”.

Entre as propostas apresentadas pelo também número dois do MPLA sobressai também opção por um Executivo “reduzido”, ainda que a extensão do mesmo tenha ficado por concretizar.

De igual modo, João Lourenço prometeu colocar a taxa de inflação em “níveis aceitáveis e controláveis”, deixando por dizer que níveis são esses.

Já na recta final do discurso, em que abordou o reforço do papel de Angola no contexto regional e internacional, o Chefe de Estado enumerou aqueles que serão os principais aliados do país nas relações externas.

A lista, que a nível regional dá prioridade aos países vizinhos, promovendo-se a boa vizinhança e cooperação, a nível internacional reafirma o mau estado das relações com Portugal.

Segundo João Lourenço, fora de África, Angola dará primazia a vários parceiros, nomeadamente “EUA, República Popular da China, Federação Russa, República Federativa do Brasil, a Índia, o Japão, a Alemanha, a Espanha, a França, a Itália, o Reino Unido, a Coreia do Sul”, lista que chama a atenção pela omissão de Portugal.

As palavras do sucessor de José Eduardo dos Santos podem mesmo ser lidas como um recado a Portugal – que marcou presença na cerimónia de investidura ao mais alto nível, com o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa – quando refere que Angola também prestará atenção a “parceiros não menos importantes, desde que respeitem a nossa soberania”.

Recorde-se que a crise nas relações luso-angolanas arrasta-se há algum tempo, comprovada com o adiamento da visita da ministra da Justiça e do primeiro-ministro a Angola, por causa de processos que correm nos tribunais portugueses, envolvendo altas figuras do Estado Angolano. (Novo Jornal Online)

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