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Petróleo: OPEP e “aliados” decidem por mais cortes para empurar preços para cima

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os não-membros, com destaque para a Rússia, Cazaquistão e México, vão decidir em Novembro, numa reunião a ter lugar em Viena de Áustria, o prolongamento do plano de cortes na produção definido em finais de 2016.

Sobre esta reunião, anunciada em Abu Dhabi, pelo ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail al-Mazrouei, ainda não se sabe qual a proposta em cima da mesa no que diz respeito ao tempo de extensão do acordo de Novembro de 2016, onde ficou estipulado o corte de 1,8 milhões de barris por dia (mbpd), ou se a quantidade suprimida será alterada.

Para já, como se pode deduzir das declarações dos responsáveis pelas pastas da Energia e dos Petróleos dos Estados membros da OPEP, é que o acordo, que foi inicialmente definido para durar entre Janeiro e Junho deste ano, e posteriormente esticado para Março de 2018, vai sofrer nova prorrogação.

Existe ainda a hipótese de a quantidade de barris suprimida às produções nacionais, onde Angola contribuiu com 78 mil bpd, poder ser aumentada, embora esse seja, para já, um segredo bem guardado pelo “cartel”, podendo ser revelado estrategicamente dias antes da reunião de Viena como forma de abrir brechas nos mercados e fazer o barril subir.

Actualmente, o barril está a ser transaccionado nos 55 dólares norte-americanos pelo Brent Londrino, que serve de referência às exportações angolanas, graças aos cortes, que permitiram que o barril saísse do pântano em que esteve em 2016, chegando mesmo a mínimos de muitos anos, na casa dos 20 USD.

Com estes cortes, os preços subiram porque os mercados só tiveram essa reacção como possível face às quedas importantes infligidas pela estratégia da OPEP e “aliados” nas reservas das grandes economias, a começar pelos EUA, cujos stocks têm decaído mais de 5 milhões de barris por semana em alguns períodos.

Estas quedas só têm sido amaciadas devido à crescente produção do chamado petróleo de xisto, que resulta da explosão deste tipo de rocha no subsolo, extraindo assim o gás e o petróleo nele existente.

Uma outra novidade avançada pelo ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos é a possibilidade de outros países produtores não-membros da OPEP poderem aderir ao acordo.

A extensão do acordo, quase certa, a possibilidade de aumentar a quantidade dos barris subtraídos e agora com a abertura de uma janela de possibilidade para novas adesões a esta estratégia, os analistas admitem que está criado o cenário para uma continuada e sólida subida no preço do barril.

O que, para os interesses de Angola, segundo o ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, teria como preço ideal algures na casa dos 60/70 dólares.

Já esperado é que os países membros que ficaram de fora dos cortes por razões internas, como a Nigéria, devido à guerrilha do Delta do Níger, a Líbia, por causa da guerra civil, e o Irão, a braços com a questão da saída da sanções internacionais, venham a passar a contribuintes líquidos para estes cortes… Mais uma alavanca para impulsionar em alta o preço do barril.

Foi em 2014 que o mundo assistiu ao desencadear de uma nova crise do petróleo, desencadeada pela menor procura e pelo excesso de produção, que, agora, com estes cortes, os países produtores procuram nivelar. (Novo Jornal)

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