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João Lourenço toma posse com grande desafio de melhorar condições de vida

O NOVO Presidente de Angola, João Lourenço, que toma posse hoje, em Luanda, terá como grande desafio o de melhorar as condições de vida dos cidadãos, “senão poderá ter uma surpresa desagradável como perder a maioria ou até as próximas eleições”.

Segundo o economista-chefe da consultora Eaglestone, Tiago Dionísio, em declarações à Lusa, a melhoria do ambiente de negócios, da confiança dos investidores externos e das condições de vida da população deverão ser as principais prioridades do sucessor do histórico presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

“As pessoas, que agora começam a votar, são muito jovens e daqui a cinco anos, provavelmente, a maioria já terá nascido com Angola em paz”, disse Tiago Dionísio, acrescentando que José Eduardo dos Santos “é reconhecido, valorizado e apoiado por ter trazido e mantido a paz no país”.

A questão, apontou, é que “a classe política está consciente que os problemas de boa parte da população são outros, já não são a questão da paz, são antes as desigualdades, a fraqueza dos serviços públicos, e tem de haver uma preocupação política com estas questões, senão poderão ter uma surpresa desagradável como perder a maioria ou até as eleições”, dentro de cinco anos.

Questionado sobre o país que João Lourenço vai receber de José Eduardo dos Santos, Tiago Dionísio assumiu estar “preocupado com as perspectivas de crescimento em Angola”.

O segundo maior produtor de petróleo da África subsahariana cresceu acima de 8% durante a última década, “mas no ano passado teve um crescimento zero ou até uma recessão, e as perspectivas para este e para os próximos anos apresentam estimativas de 1 a 1,5%”.

Sobre a melhor forma de acelerar esse crescimento, insuficiente para impedir o PIB per capita de descer, o economista-chefe da Eaglestone disse que “para além da diversificação económica, falada há anos, os esforços devem concentrar-se na introdução de medidas que melhorem o investimento privado doméstico e internacional”.

O petróleo, admitiu, vai continuar a ser o grande motor do crescimento angolano, mas “há sectores com um potencial brutal, como os serviços, o retalho e a agricultura”, que pode ser aproveitada tendo em conta a necessidade da China e da Índia de alimentar uma população a crescer, e “isso é algo que as autoridades angolanas podiam explorar”.

O acto de investidura do Presidente eleito nas eleições gerais angolanas de 23 de Agosto, João Lourenço, realiza-se hoje, com mais de mil convidados nacionais e estrangeiros, entre os quais 30 Chefes de Estado e de Governo. (Jornal de Notícias MZ)

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