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Investidura2017: Sucessão no Memorial de Neto

Avaliado pelo nome, simbolismo e pelas motivações da sua construção, facilmente se consegue perceber a importância histórica e cultural do Memorial António Agostinho Neto (MAAN).

Erguido em memória do primeiro Presidente da República, falecido a 10 de Setembro de 1979, na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), o espaço é mais do que um mero edifício.

Inaugurado a 17 de Setembro de 2012, já se tornou símbolo de identidade cultural do povo angolano.

Pela sua “grandeza” e simbolismo, o local volta a estar no centro dos holofotes, quando acolher, a 26 de Setembro, a cerimónia de investidura do Presidente da República eleito, João Lourenço.

O edifício, com grande singularidade arquitectónica, será palco de uma “festa política” inédita, que marcará o começo de uma nova Era de governação e o fim do consulado de José Eduardo dos Santos.

Será nesse espaço, erguido desde 17 de Setembro de 1982, onde João Lourenço será investido de poderes constitucionais e receberá “luz verde” para dirigir a política de um Estado que, há três anos, procura pôr fim às dificuldades impostas pela crise económica.

A cerimónia não será circunscrita à tomada de posse do Presidente da República eleito.

No mesmo espaço, criado para investigar e preservar a vida e obra de António Agostinho Neto, assim como promover o conhecimento da cultura africana e a formação artística, será também investido de poderes constitucionais o Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa.

Memorial por dentro

Vincado pelas suas duas grandes naves com mais de 60 metros de extensão – que lhe dão notoriedade -, o Memorial tem uma torre de quase 120 metros de altura, em clara referência ao poema de Agostinho Neto, “A Caminho das Estrelas”, da obra “Sagrada Esperança”, que pode ser visualizada a partir de vários pontos de Luanda.

Encomendado pelo Governo da República de Angola, na década de 80, ao Instituto de Projectos da antiga URSS, o Memorial António Agostinho Neto é dos edifícios com maior força simbólica e expressividade no país.

Projectado com a finalidade de acolher os restos mortais de António Agostinho Neto, levou mais de três décadas para chegar ao formato definitivo.

Só a 17 de Setembro de 1982, três anos depois da morte de Agostinho Neto, deu-se o lançamento da primeira pedra, pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

Todavia, as obras ficaram suspensas por vários anos, até à década de 90, por causa do agravar da guerra e da situação socioeconómica do país, levando a uma reformulação do projecto, em 1998.

As obras do edifício, com uma área de 18 hectares, um bloco central que comporta o sarcófago onde repousam os restos mortais de Agostinho Neto, retomaram em Janeiro de 2005 e foram concluídas em Janeiro de 2011, um ano antes da inauguração oficial, em 2012.

O Memorial, além de um museu, conta com uma galeria de exposições, salas multiuso, administração, biblioteca/videoteca, biblioteca multimédia, centro de documentação, entre outros compartimentos.

Quem entra pelo edifício, facilmente se encanta com a beleza arquitectónica, sobretudo na parte circundante do jardim frontal, coberto de relvado e coqueiros. É lá onde poisam, frequentemente, mais de uma dezena de garças.

No meio, está um elefante em pedra cinza que se prostra em sinal de respeito. O seu toque arquitectónico permite um múltiplo uso.

Na praça, uma pérgola branca acolhe o portentoso “Içar da Bandeira”, cuja mancha tricolor desfraldada ao vento recorda, a quem transite pelos arredores da contígua Avenida Dr. António Agostinho Neto, a data da independência nacional e as convicções do povo angolano.

O edifício tem ainda uma galeria de exposições, as oficinas, a torre de imprensa, serviços de apoio e cafetaria, além de uma sala de conferências multifuncional, salas de pesquisa de internet e de formação.

O Memorial conta ainda com uma avenida para desfiles de cerca de 500 metros, com uma área de tribuna com dois mil lugares e parque para 300 viaturas. (Angop)

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