Início do julgamento de Manuel Vicente arrasta-se há três meses

O caso já leva três meses de atraso porque Ministério Público insiste em que Paulo Blanco, representante legal do Estado angolano em Portugal e acusado de corrupção em coautoria com Manuel Vicente, vice-presidente de Angola, tenha a sua actividade de advogado suspensa. Blanco voltou a ser interrogado esta segunda-feira por causa disso

Depois de ter sido cancelada uma audiência que chegou a estar prevista para 22 de Agosto, a juíza de instrução criminal Ana Cristina Carvalho interrogou esta segunda-feira de manhã Paulo Blanco, advogado do Estado angolano que chegou a representar legalmente Manuel Vicente, antigo CEO da petrolífera Sonangol e vice-presidente de Angola.

Blanco acabou por ser acusado de corrupção, branqueamento de capitais e falsificação de documento por ter sido considerado cúmplice do número dois do governo de José Eduardo dos Santos no alegado pagamento de subornos a um procurador do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) para que este encerrasse um inquérito em curso.

A 21 de junho, faz esta semana três meses, a mesma juíza de instrução já tinha decidido que Manuel Vicente, Paulo Blanco e o procurador alegadamente corrompido, Orlando Figueira, a par de mais outro arguido, Armindo Pires, vão a julgamento, mas até agora ainda não há data marcada para esse julgamento começar. (Jornal Expresso)

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