Empresas brasileiras apontam para Angola

Um encontro de empreendedores brasileiros com fortes ambições de expandir negócios em Angola é realizado amanhã em São Paulo, noticiou ontem a imprensa do Brasil.

O jornal “Folha de São Paulo” considera na peça que anuncia o encontro, que Angola é “um país em consistente crescimento económico que se localiza numa das regiões mais dinâmicas da economia mundial e tem um grande potencial de absorção de produtos da indústria transformadora”.

A publicação lembra que Angola já está entre os três principais destinos das exportações brasileiras no continente africano e considera “chegou a hora de ampliar essas relações, expandindo os negócios”.

“Este encontro serve para alavancar essas relações comerciais e, para quem pensa em exportar produtos e serviços, este é um nicho interessante e promissor”, escreve o “Folha de São Paulo”, acrescentando que isso se torna possível com a extensão territorial do Brasil e o potencial de comércio de franquias, indústrias e serviços.

“Podemos elevar e muito, as exportações brasileiras”, afirmou a empresária Kátia Teixeira, uma das organizadoras do encontro.

Depois de uma guerra civil que assolou o país, lembra o jornal, Angola entrou num processo de reconstrução que já dura mais de uma década, tendo o comércio internacional como principal fonte de dinamismo económico, além do petróleo.

As autoridades, prossegue a publicação, têm oferecido muitos benefícios aos investidores, incentivando a instalação de empresas estrangeiras no país, o que coloca os brasileiros entre os maiores investidores.

A reunião marca o lançamento do “Programa de Negócios Brasil – Angola” que conta com acções como o desenvolvimento de encontros “online” e presenciais, rondas de negócios e uma missão a Portugal em Novembro, sob a liderança de Patrícia Duarte e Kátia Teixeira, para promover negócios e serviços de empresas brasileiras e empresários do país europeu.

Entre as maiores oportunidades estão em segmentos como a educação corporativa, infra-estrutura, indústrias, cosméticos e vestuário, estratégias e negócios, tecnologia e inovação, produtos industrializados e agronegócio.

Os últimos dados disponíveis sobre o comércio anual entre Angola e o Brasil datam de 2015, quando as trocas caíram para 680 milhões de dólares (113 mil milhões de kwanzas), contra 2.400 milhões (pouco mais de 400 mil milhões) no ano anterior.

Em 2009, as importações brasileiras de petróleo angolano caíram 94 por cento e o fluxo comercial baixou para 1.470 milhões de dólares (245 mil milhões de kwanzas), destaca o jornal.
As trocas comerciais cifraram-se em 1.440 milhões (240 mil milhões de kwanzas), 1.510 milhões (252 mil milhões de kwanzas), 1.200 milhões (200 mil milhões) e dois mil milhões de dólares (333 mil milhões de kwanzas), respectivamente em 2010, 2011, 2012 e 2013.

Entre 2002 e 2008, as trocas comerciais elevaram-se em mais de 20 vezes, passando de 211 milhões (35 mil milhões de kwanzas) 4,2 mil milhões (700 mil milhões), o que fez de Angola um dos principais parceiros do Brasil em África.

Angola tem estabelecidos com o Brasil acordos de parceria estratégica firmados em 2014, os quais, além da ajuda concessional do Estado brasileiro, já contaram com o forte envolvimento de empresas privadas, como a Odebrecht – que chegou a ser a maior empregadora privada no país -, Biocom e Petobrás, assim como as companhias de contrução Camargo Correia, Queirós Galvão e Andradre Guterres.

Essas ligações também envolveram ao concessionário nacional de hidricarbonetos, a Sonangol, que chegou a ser a sexta produtora de petróleo no Brasil e a TAAG que opera voos diários entre São Paulo, Rio de Janeiro e Luanda. (Jornal de Angola)

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