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Cerca de duas centenas de portugueses trabalham em Angola

Dinâmica económica entre Portugal e Angola tem oscilado. Depois de um boom de comércio e investimento no início da década houve uma retração. Mas a tendência poderá estar a mudar

Angola é desde há muito tempo um mercado de excelência para as empresas portuguesas. São muitos os investimentos e os trabalhadores portugueses em Angola. Mas devido à crise económica e financeira decorrente da quebra para metade nas receitas com a exportação de petróleo, o número diminuiu nos últimos anos. Os angolanos em Portugal também são menos, mas ao contrário do capital de Portugal em Angola, o seu capital em terras lusas aumenta.

As estimativas mais recentes apontam para perto de 20 000 cidadãos angolanos a viver em Portugal e entre 100 a 150 mil portugueses a viver e trabalhar em Angola.

Os dados mais recentes do Banco de Portugal (BdP) revelam que o investimento direto estrangeiro (IDE), de Portugal é quase 7% do IDE feito em Angola. Já o investimento angolano representa pouco mais de 1% dos capitais estrangeiros investidos em Portugal. Mas a dinâmica tem vindo a mudar.

Ao contrário dos portugueses, que investem cada vez menos em Angola, os angolanos investem cada vez mais em Portugal. No final do primeiro semestre do ano, o investimento de Angola em Portugal ultrapassava os 1757 milhões de euros, mais 3,2% do que no final de 2015.

Se Angola tem reforçado a presença em Portugal, o inverso não tem acontecido. Não só há cada vez menos empresas portuguesas a exportarem para Angola, como o montante investido por Portugal naquele país é cada vez menor. No final do primeiro semestre, Portugal tinha investidos 3693 milhões de euros em Angola, uma quebra de 20,5% face ao final de 2014, quando o investimento em Angola estava em máximos.

Estrangulamento

O nível de 2014 foi atingido devido ao estrangulamento da economia portuguesa, que sob o resgate da troika, obrigou as empresas portuguesas a encontrar destinos alternativos para os seus produtos e investimentos. A economia angolana, a crescer impulsionado pelo preço do petróleo (mais de 100 dólares por barril), foi um dos principais destinos.

No entanto, depois desse ano, a forte queda dos preços do petróleo (chegou a negociar a 30 dólares por barril em 2015 e atualmente está em redor dos 50 dólares) deixou os bancos angolanos sem divisas e as empresas estrangeiras no país foram deixando de ter como pagar a clientes e fornecedores. A atividade foi reduzida Angola.

“Persistem constrangimentos às transferências de pagamentos ao exterior, que colocam sob pressão a tesouraria das empresas portuguesas que continuam a apostar no mercado angolano, mas que duramente enfrentam o risco de falta de pagamento ou de pagamento atempado, em virtude da carência de divisas necessárias ao recebimento em Portugal, desses pagamentos”, revelava a meio do ano a Companhia de Seguro de Créditos (COSEC)

A empresa de seguros de crédito acrescentava que “a crise económica resultante da quebra dos preços do petróleo e da ainda incipiente diversificação da economia angolana, tem levado a que a COSEC” receba um número crescente de participações de incumprimento.

Muito do investimento português em Angola vem do setor da construção e obras públicas. Entre os vários problemas que se colocam às empresas naquele país “o maior é transferir o dinheiro para Portugal, porque é difícil trocar as kwanzas por outras divisas”, diz Ricardo Pedrosa Gomes, presidente da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas. Segundo o responsável “apesar de uma melhoria das condições locais continuam a existir problemas”.

Comércio Internacional

Uma análise aos dados do comércio internacional também revela a a mesma dinâmica.

No final do ano passado, 5525 empresas portuguesas exportavam para Angola, número que compara com as 8821 em 2012.

Em 2016, Portugal exportou um total de 1500 milhões de euros para Angola, pouco mais de metade do que tinha exportado quatro anos antes.

De acordo com dados da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA), “as exportações portuguesas para Angola desceram 28,42% face a 2015, passando de 2099,6 milhões de euros para 1.502,8 milhões, depois de terem sofrido um primeiro decréscimo de 34% em 2015 face ao ano anterior”. O peso das exportações para Angola no total do comércio português extra União Europeia reduziu de 15,5%, em 2015, para 12,1%, em 2016.

Inversão de tendência

Até 2014, Angola era ainda o quarto maior cliente de Portugal (com 3,1 mil milhões de euros em exportações), passando depois para o sexto lugar da lista e, agora, para oitavo (1,5 mil milhões em 2016).

No entanto, em 2017, começou a haver uma inversão da tendência. Entre janeiro e junho de 2017 Portugal exportou bens no valor de 875,6 milhões de euros, mais 47% do que na primeira metade do ano passado.

O calçado lidera, ao passar de 5,1 milhões de euros para 11,6 milhões de euros, Uma subida de 125%, Os produtos agrícolas também estão em destaque – quase 150 milhões de euros, o que corresponde a 88,5% em relação a 2016 e as exportações de produtos químicos evidenciam-se – mais 70%, para os 115,5 milhões de euros.

a 150 mil portugueses é a estimativa para o número de portugueses em Angola do IDE feito em Angola é de Portugal. 1% do capital de fora em Portugal é angolano empresas portuguesas exportavam para Angola em 2016. Em 2012 eram 8821 milhões de euros era o investimento de Portugal em Angola no primeiro semestre foi o aumento da exportação de calçado português para Angola no primeiro semestre 100 mil (Jornal I)

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