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Medidas anti-terrorismo vão ser alargadas às cidades mais turísticas

A ministra da Administração Interna ordenou a criação de um grupo de trabalho para estudar medidas preventivas de atentados terroristas

A seguir a Lisboa, outras cidades portuguesas vão adotar as chamadas “medidas passivas” de prevenção de atentados terroristas, como a instalação de pilaretes, floreiras ou iluminação especial em zonas de maior afluência turística ou de residentes, para reduzir o impacto de possíveis atropelamentos em massa, como os de Barcelona ou Nice. A ministra da Administração Interna ordenou a criação de um grupo de trabalho, que integra a PSP, a GNR e as autarquias, para estudar a proteção das cidades nacionais contra esse género de atentados, mas o seu gabinete não avança mais informação sobre a iniciativa.

No fim de semana a seguir aos atentados da Catalunha, em Barcelona e Cambrils, a 17 de agosto, que fizeram 15 mortos e mais de 130 feridos, em os lisboetas viram começar a ser instalados pilaretes e outros meios de reforço de segurança em várias zonas da cidade, como Belém, Chiado e Baixa. Fontes policiais que acompanharam o processo, revelaram ao DN que o impulso foi dado pelo próprio primeiro-ministro, António Costa, que falou diretamente com Fernando Medina. Aquelas medidas estavam a ser preparadas há vários meses pela autarquia, mas foi entendido que seria preciso dar um sinal à população, alarmada com o atentado em Espanha, de que havia medidas pensadas.

Desde aí foi dada indicação à tutela da Segurança Interna para que essas medidas pudessem ser alargadas a outras cidades, prioritariamente para aquelas com maior afluência turística, como o Porto, Coimbra, Évora, entre outras.

A porta-voz de Constança Urbano de Sousa confirmou ao DN a iniciativa. “Este grupo de trabalho que integra os órgãos de policia criminal tutelados pelo MAI, tem por objetivo o estudo e implementação de medidas de caráter preventivo, tendo por base a alteração do modus operandi dos autores de atos terroristas. Em causa está o estudo de medidas de segurança passiva como barreiras, floreiras ou iluminação, cuja implementação é da responsabilidade das autarquias”, respondeu.

O despacho terá sido assinado no início do mês, mas o gabinete da ministra não quis confirmar nem esse, nem outros detalhes sobre o plano em curso, como saber quais serão as primeiras cidades a ser alvo desta intervenção ou se o grupo de trabalho já reuniu. “Nada mais há a acrescentar”, foi respondido.

O presidente do Observatório de Segurança Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT)vê com agrado este iniciativa, mas avisa que “se for para o grupo de trabalho produzir orientações genéricas e universais, essa não será a melhor solução”. António Nunes salienta que “cada cidade é uma cidade, com as suas características e vulnerabilidades próprias”.

O ponto de partida para este plano, sublinha, “terá que se elencar as cidades que têm que ser primeiro intervencionadas, com base nas avaliações de risco feitas pela intelligence e polícias de cada local. Suponho que esse trabalho esteja a ser feito pelo gabinete da secretária-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI), que é quem pode melhor, em articulação com as forças e serviços de segurança sensibilizar os presidentes de câmara”.

O DN perguntou ao SSI sobre a sua intervenção neste processo, mas não obteve resposta. (Diário de Notícias)

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