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Desafios e estratégias económicas a adoptar no novo ciclo politico de Angola

A economia angolana desde os últimos anos tem vindo atravessar momentos difíceis, pela baixa do preço do petróleo no mercado internacional, sendo este o seu principal produto de importação do qual está dependente.

As consequências decorrentes desta situação são visíveis na vida do país, desde a escassez de produtos de primeira necessidade, à subida galopante de preços e, ao aceleramento da inflação.

Um cenário descrito pelos economistas como sendo difícil, embora já se vislumbrem números animadores com o ganho de dez dólares por barril, incidindo-se numa produção de um milhão e 700 mil barris por dia, segundo disse o economista José Severino.

Ainda assim, aquele especialista, aponta uma série de medidas pertinentes a serem tomadas como desafios, neste novo ciclo político, que passam entre outras decisões, pela estabilização do mercado cambial com vista assegurar a balança económica no país.

O especialista admitiu a existência de uma redução significativa de divisas no mercado, agravada, nos últimos dias, por um lado, pela subcarga financeira investida no processo eleitoral que o país realizou. Entretanto, para ele, o momento devia ser aproveitado pelo Banco Nacional de Angola, no sentido de disponibilizar mais cambiais para que as empresas fizessem face à situação periclitante por que passam.

Em relação a perspectiva de desvalorização da moeda, com vista a reduzir as importações e valorizar a produção nacional, entende ser benéfica, embora chame atenção para algumas cautelas a serem tomadas por altura da sua implementação. Considerou a produção interna aceitável, não obstante contrastar com a procura do mercado nacional.

Já o activista de desenvonvilvento rural e ambiente, Belarmino Gelembi é de opinião que a cadeia de valores tem que ser melhorada, ultrapassando os problemas estruturais da produção interna desde o acesso ao financiamento, dentre outros factores de produção.

Para ele, a diversificação da economia anunciada pelas autoridades governamentais devia centrar-se no sector primário, uma vez que entende que a agricultura não pode continuar a ser vista de forma menos séria. Para tal a estabilidade e a liberalização da economia são consideradas como cruciais por via do apoio das pequenas e medias empresas, sem esquecer da resolução da problemática das assimetrias regionais.

Quanto à zona de comércio livre, é de opinião que deve melhorar a sua estratégia, tendo tomado como exemplo o da vizinha República do Congo, onde se prevê negociações que permitam as empresas obterem fontes de aquisição de divisas por via da exportação de produtos.

A Lei de investimento privado vigente em Angola é outro ponto de estrangulamento por melhorar, tendo José Severino manifestado a necessidade da existência de isenção fiscal.

José Severino não poupou criticas à actual política de imposto industrial e de consumo. Defende mais liberdade na intervenção do executivo em regular a oferta tributária e também as taxas aduaneiras.

Quanto ao sector industrial defendeu maior celeridade e pragmatismo na viabilidade dos projectos. (Voa)

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