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Negócios entre Angola e China ultrapassam os 10 mil milhões de dólares em 2017

O quadro de cooperação de financiamento dos novos projectos desenvolvidos este ano entre Angola e a China ultrapassou os 10 mil milhões de dólares americanos, revelou, em Luanda, o embaixador chinês no país, Cui Aimin.

O diplomata, que discursava na cerimónia por ocasião dos 68 anos da proclamação da República Popular da China, celebrados este mês, adiantou que o volume de negócios resultaram de vários projectos ligados à construção de infra-estruturas “com grande importância para o bem-estar do povo angolano”.

Dentro deste quadro, estão em conclusão o Centro de Demonstração de Tecnologias Agrícola e o Instituto de Relações Internacionais, para além da quarta equipa médica chegada recentemente ao país, segundo o embaixador.

Cui Aimin revelou que os novos volumes de negócios, que supera os de 2016, mas sem mencionar os números, abrangeu igualmente a formação profissional e a cedência de bolsas de estudos em várias áreas que beneficiaram mais de 2.500 angolanos com talento.

No seu discurso perante convidados de várias instituições nacionais e internacionais, na sua maioria diplomatas acreditados em Angola, o embaixador afirmou que Angola é para o seu país um parceiro estratégico que funciona sob uma orientação de cooperação de “realidade, efectividade e sinceridade” que se aprofunda constantemente.

“O presidente João Lourenço disse na campanha eleitoral que Angola não pode viver sem parceiro. A China deseja continuar a ser amigo cordial e parceiro fiel no caminho de desenvolvimento angolano, dando apoio ainda mais efectivo à diversificação económica e elevação de investimento e financiamento, assim como formação técnica e entre outros meios”, enfatizou.

Adiantou que as empresas são o objecto principal de cooperação entre os dois países. Logo, apelou para que elas explorem novas áreas de cooperação e expandem a “conotação dessa cooperação”.

“As empresas chinesas em Angola devem implementar efectivamente o valor certo de justiça e benefício, impulsionar a operação local e internacional, remunerar activamente a sociedade local, integrar o desenvolvimento da empresa no desenvolvimento global do país em que reside”, incentivou.

Por seu turno, pediu ao governo angolano para que continue a prestar apoio às empresas chinesas e forneça políticas mais preferenciais nos domínios como a facilitação de intercâmbios humanos e protecção de investimentos.

“Estamos convictos de que, sob os esforços das duas partes, a cooperação sino-angolana vai alcançar desenvolvimento ainda mais maior na base existente, e que a parceria estratégica entre a China e Angola vai entrar num novo patamar”, afirmou. (Angop)

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