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Catalunha: Referendo ilegal no domingo com risco de violência

Os catalães são chamados a votar este domingo para decidirem se querem ser independentes de Espanha num referendo que os separatistas insistem em realizar apesar dos riscos de violência entre a polícia e os separatistas.

A dois dias do referendo ilegalizado pelas instituições espanholas, nenhuma das partes recua, com a tensão a subir, sendo imprevisível saber se a ordem pública vai ser respeitada.

Preocupado com a evolução da situação na Catalunha, o chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, decidiu não participar numa cimeira informal de chefes de Estado e de Governo da União Europeia que se realiza hoje em Talin, na Estónia.

O governo catalão (Generalitat) insiste em desobedecer às decisões do Tribunal Constitucional espanhol e voltou na quinta-feira a recusar a desconvocação do referendo de 01 de outubro que marcou em 07 de setembro último.

A polícia regional (Mossos d’Esquadra) nega-se também a fechar os centros de votação que estiverem abertos no domingo, apesar de isso lhes ter sido ordenado pelo Tribunal Superior da Catalunha.

Um oficial da Polícia foi nomeado para coordenar o trabalho de todas as forças da região (Polícia Nacional, Guardia Civil, Mosso d’Esquadra e Polícia Urbana de Barcelona) e a missão é clara: impedir até 01 de outubro a utilização de edifícios públicos e outros locais na preparação e realização do referendo proibido.

O Governo central também mobilizou ou enviou para a região mais de 10.000 agentes das forças de segurança.

A missão dos Mossos d’Esquadra e da Polícia Urbana de Barcelona, quase 17.000 agentes, é difícil dado a sua proximidade com a população da região de 7,5 milhões de habitantes que representa 20 % da riqueza do país, superior à de Portugal ou Grécia.

As forças policiais vão ter de enfrentar um quadro muito confuso, com as autarquias de cinco grandes agregados habitacionais (Barcelona incluída) a facilitarem os estabelecimentos de ensino para as autoridades regionais organizarem a votação.

Parece certo que não poderá ser organizado no domingo um referendo credível do ponto de vista do direito internacional, depois de Madrid ter tomado medidas para que a consulta não se realizasse.

Não há cadernos eleitorais e a polícia apreendeu nos últimos dias milhões de boletins de voto e 45.000 convocações de membros das messas eleitorais.

A comissão eleitoral, entidade que garante a realização normal da consulta foi dissolvida depois de os seus membros terem recebido avisos de que arriscavam a ter de pagar multas elevadas.

Por outro lado, apenas os partidários do “sim” à independência fizeram a campanha eleitoral, que termina hoje com um grande comício em Barcelona.

Os partidários do “não” boicotaram o ato eleitoral para não darem credibilidade à consulta marcada unilateralmente pela Generalitat, sem o consentimento do Governo central, em Madrid.

Tudo isto, apesar de uma clara maioria de cerca de 70% de catalães defenderam que deve ser realizado um referendo de autodeterminação, mas dentro do quadro legal.

Os estudos de opinião indicam que os independentistas não têm a maioria, mas ganhariam sempre num referendo em que iriam votar em massa.

Um inquérito realizado pelo governo regional da Catalunha em julho último revela que os partidários da independência desta região espanhola desceram para 41,1% e os que são contrários à separação subiram para 49,4%.

O responsável pelos assuntos externos do Governo regional catalão defendeu na quinta-feira que o parlamento da região deverá aprovar uma declaração de independência 48 horas depois de publicado o resultado do referendo, se o “sim” ganhar.

Os Repórteres Sem Fronteira, um observatório internacional que estuda a pressão sobre os jornalistas, sustenta que as “pressões de propaganda” da Generalitat ultrapassaram as “linha vermelhas” do admissível.

O mesmo relatório também sublinha que as medidas tomadas pelas autoridades espanholas para impedir a propaganda para o referendo criou uma atmosfera de grande tensão.

A Generalistat fará hoje a apresentação dos “detalhes” dos preparativos do referendo numa cerimónia organizada por uma empresa privada que cobra 10 euros de entrada aos jornalistas. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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