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Zaire: Explosão de engenho mata duas crianças em Tomboco

Duas crianças morreram na terça-feira numa aldeia do município do Tomboco, província do Zaire, norte de Angola, na sequência da explosão de um engenho com que brincavam, relata hoje a imprensa local.

As duas crianças, de 10 e 11 anos, tiveram morte imediata, de acordo com a família, enquanto uma terceiro rapaz ficou gravemente ferido e foi transportado para o hospital municipal do Soyo, onde permanece internado, na unidade de cuidados intensivos.

Não foram revelados pormenores sobre o engenho explosivo detonado, que terá sido encontrado pelas crianças na lavra.

O processo de desminagem de Angola, após quase 30 anos de guerra civil, que terminou em 2002, foi significativamente atingido pela crise económica e financeira que o país atravessa desde 2014, também afetado pela redução na contribuição dos doadores internacionais.

Só em 2016, Angola registou 16 mortos e 29 feridos civis por acionamento de minas antipessoal, antitanque e engenhos explosivos não detonados, segundo dados divulgados na Conferência Nacional sobre desminagem, que decorreu em junho último, em Luanda.

Os números constam do relatório anual de 2016, apresentado à conferência pela Comissão Executiva de Desminagem, entidade do Estado que coordena as operações de desminagem dos quatro operadores públicos, designadamente a Casa de segurança do Presidente da República, Forças Armadas Angolanas, Instituto Nacional de Desminagem e Polícia de Guarda Fronteira.

O quadro sobre acidentes e incidentes por acionamento de minas em 2016 indica a província do Bié com maior número de óbitos (8), seguida de Malanje (3), Bengo (2), Cabinda, Huambo e Lunda Norte (1 cada).

A lista de feridos é liderada pela província do Huambo (6), seguida de Benguela e Malange (5, cada), Bengo e Bié (4, cada), Luanda (2), Cuando Cubango, Cuanza Norte e Zaire (1, cada).

No ano passado, 3.911 sapadores clarificaram 247.244.639 metros quadrados de área, 210.229 quilómetros de estradas e 912.028 quilómetros de linhas de transporte de energia elétrica de alta tensão.

Foram desativadas nesse período e destruídos 65.699 engenhos explosivos não detonados, 33.968 quilogramas de material letal diverso, 337 minas antipessoal e 76 minas antitanque.

Para o reforço da operacionalidade das brigadas de desminagem, com meios logísticos e técnicos foi feito um «esforço financeiro» pelo Estado angolano de 2,4 mil milhões de kwanzas (13.153.900 de euros).

O Estado angolano é subscritor da Convenção de Otava desde 1997, tendo-a ratificado em 2002, e dez anos depois expirou o prazo para ser declarado livre de minas.

A dimensão do território, longevidade do conflito, complexidade na minagem, o número de actores, o clima, vegetação e inexistência de mapas retardou o processo de desminagem de Angola, que agora assumiu o compromisso de deixar o país livre de minas até 2025. (A Bola)

por Lusa

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