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Outubro a meio gás: já há 14 dias com greves marcadas

A maioria das paralisações previstas para depois das eleições autárquicas são do sector da saúde, o que pode conduzir o país a um total de 14 dias de greve num só mês.

O mês de outubro ainda nem começou e já há greves convocadas e outras pré-anunciadas em vários setores. A maioria das paralisações previstas para depois das eleições autárquicas são do setor da saúde, com os médicos a formalizarem a sua intenção de parar os serviços e os enfermeiros a avançarem com novas exigências. Os juízes e inspetores da ASAE juntam-se aos protestos, o que pode conduzir o país a um total de 14 dias de greve num só mês, avança o jornal ‘Público’.

O sindicato dos médicos anunciou esta quarta-feira a convocação de greve para os dias 11, 18 e 25 (três quartas-feiras do mês). Tratam-se de greves regionais, promovidas pela Federação Nacional dos Médicos e pelo Sindicato Independente dos Médicos, para voltar a exigir a redução da lista de utentes por médico de família e a limitação do trabalho suplementar e do serviço em urgências. A paralisação nacional está prevista para dia 8 de novembro.

No mesmo setor, os enfermeiros voltam às ruas para exigir ao Governo um acordo coletivo de trabalho que estabeleça melhores salários e a reposição das 35 horas de trabalho. A paralisação de três deverá arrancar no dia 3 de outubro, havendo ainda a possibilidade da Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros voltar a convocar um novo protesto de seis dias (de 16 a 21 de outubro).

Os técnicos de diagnóstico já convocaram também duas greves: uma a começar a dia 13 de outubro, convocada pela Federação de Sindicatos da Administração Pública, e outra nos dias 12 e 13, a encargo do Sindicato dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, que se pode estender “por tempo indeterminado”.

Os juízes e procuradores já ameaçaram também avançar com greve caso a renegociação dos seus estatutos não seja aprovada pelo Governo. Até agora ainda não avançam com datas marcadas, afirmando apenas que se trata de uma “possibilidade”. O mesmo se aplica aos guardas prisionais, que decidiram desconvocar a greve agendada pelo Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional, mantendo-se no entanto, uma vigília junto à tutela no dia 11.

Também os inspetores da ASAE marcaram uma paralisação nos serviços no dia 9 de outubro, com intenção de reivindicar melhores salários e uma redução dos horários de trabalho.

Referindo-se às greves que têm abalado sobretudo o sector da saúde, o secretário de Estado da tutela, Manuel Delgado afirmou ao jornal que “é um tormento [Governar nas actuais circunstâncias]. Se dou dinheiro a este ou suplemento àquele grupo, imediatamente me caem em cima a dizer ‘Eu também quero’”. (Jornal Económico)

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