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Uíge: Procura de gás butano aumenta na província

Consumidores de gás butano no Uíge estão a enfrentar dificuldades para a sua aquisição, devido à escassez que se regista nas agências.

Nos últimos 30 dias, os consumidores fazem grandes filas para adquirir uma botija de 12 kg, o que está a provocar descontentamento no seio da população.

As dificuldades na aquisição do gás estão a levar os consumidores a recorrerem ao carvão, para a confecção de alimentos. Pedro Mudiaku, das Organizações Bokothy, disse que nos últimos dias a sua empresa vendeu menos de 200 botijas de 12kg, número insuficiente para atender os clientes e satisfazer as necessidades da empresa.

“Trabalhamos com mais de 700 botijas de 12 a 40kg, hoje temos dificuldades para atender metade dos nossos clientes, porque regista-se um corte no fornecimento, sem sabermos o que está na base disso, situação que está a deixar-nos desnorteados”, lamentou.

Lino Alexandre, da Empresa Kilamba e Filhos, diz ter recebido apenas 100 botijas de 12kg nos últimos 15 dias, situação que provoca grandes enchentes à porta da agência. “Estamos aflitos e penalizados com esta situação, sem saber o que se está a passar, pois, até agora, não ouvimos nenhum esclarecimento”, desabafou.

Mawote Esperança, moradora do bairro Mbemba Ngango, que há 3 semanas, sem sucesso, tenta comprar uma botija de gás de 12 kg, diz que resolveu comprar um saco de carvão para confeccionar as refeições, o que há muito que não acontecia.

Para Alzira João, o gás butano é um produto de primeira necessidade, indispensável em qualquer família citadina, tornando-se assim um produto comparado à corrente eléctrica e água potável.
“Os responsáveis do sector devem garantir o fornecimento regular de gás, para não provocar rupturas no stock ou encarecimento no mercado. Estamos a percorrer grandes distâncias e a perder muito tempo em bichas intermináveis e no final nada, alguém precisa de resolver isso”, disse. (Jornal de Angola)

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