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João Lourenço corta a meta da Presidência, 16 anos depois de uma partida em falso

Aos 63 anos, João Manuel Gonçalves Lourenço assume hoje, 26 de Setembro, a Presidência de Angola, ambição adiada desde 2001 e que se prepara para cumprir sob a promessa de implementar um estilo de governação diferente de José Eduardo dos Santos, mas sem desvios dos grandes objectivos do MPLA.

Eleito número dois do MPLA em Agosto de 2016, oficializado no início deste ano como candidato do partido à Presidência da República e eleito Chefe de Estado no passado dia 23 de Agosto, João Lourenço cumpriu, em menos de um ano, a trajectória política interrompida em 2001.

Foi nesse ano que, já com o enterro do machado de guerra em curso, José Eduardo dos Santos, então há 22 anos no poder, manifestou a intenção de abandonar a política.

“Eu acredito que cumpri o meu dever. O partido deve preparar o seu candidato e este candidato não será José Eduardo dos Santos”, disse o Chefe de Estado cessante em 2001, na abertura de uma reunião do Comité Central do MPLA.

Na altura, o presidente dos “Camaradas” calculou que as eleições seguintes aconteceriam em “2002, talvez em 2003”, o que daria ao partido no poder “pelo menos um ano e meio ou dois para preparar o seu candidato para a batalha eleitoral”.

Com a saída de José Eduardo dos Santos no horizonte, o nome de João Lourenço começou a circular como candidato à sucessão, visibilidade que o acabou por “condenar” a uma “travessia no deserto” quando o presidente do MPLA decidiu continuar na Cidade Alta.

Teria João Lourenço, à época secretário-geral do MPLA, caído numa armadilha especialmente montada para travar possíveis adversários de José Eduardo dos Santos na luta pelo poder?

Teria João Lourenço, à época secretário-geral do MPLA, caído numa armadilha especialmente montada para travar possíveis adversários de José Eduardo dos Santos na luta pelo poder?
Certo é que precisou de esperar mais de uma década para regressar à ribalta política, consumada com a nomeação para ministro da Defesa.

O regresso à linha da frente do partido, em Abril de 2014, encerrou uma longa trajectória à sombra de Fernando Dias Piedade dos Santos na Assembleia Nacional, onde ocupou, a partir de 2003, o lugar “invisível” de 1.º vice-presidente do Parlamento.

Agora no mais alto cargo da nação, João Lourenço tem pelo menos cinco anos para demonstrar as capacidades de liderança que manifestou ter em 2001, quando revelou a ambição de substituir José Eduardo dos Santos.

“Venho sendo preparado e vou-me preparando para exercer a função”

Dezasseis anos depois dessa partida em falso, o Chefe de Estado eleito garante estar pronto para o desafio, para o qual diz ter sido preparado bem antes do anúncio oficial da sua candidatura presidencial, oficializada no passado mês de Fevereiro.

“Venho sendo preparado e vou-me preparando para exercer a função. Hoje foi a confirmação de algo que internamente, a nível da direcção do partido já era praticamente um dado adquirido. Estou preparado para aceitar o desafio que o Presidente José Eduardo dos Santos e o partido colocam nas minhas mãos, e tudo farei para honrar a confiança que em mim foi depositada”, declarou João Lourenço, nessa ocasião.

Meses mais tarde, em meados de Julho, na única grande entrevista que concedeu à imprensa angolana desde que entrou na corrida presidencial, o sucessor de José Eduardo dos Santos prometeu um estilo de governação diferente.

“Embora sejamos ambos da mesma família política e pertençamos ao mesmo partido, a verdade é que não podemos pretender que tenhamos um estilo de governação exactamente igual. Haverá diferenças”, antecipou o ex-ministro da Defesa, descartando contudo possíveis dissonâncias.

“Haver diferenças não é mal nenhum. O importante é que não haja desvios dos grandes objectivos do MPLA”. (Novo Jornal Online)

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