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Insegurança alimentar não baixou em Angola – FAO

O número de pessoas em situação de insegurança alimentar não decresceu em Angola, embora no relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura onde este facto é sublinhado, publicado em Roma, Itália, não apresentar dados estatísticos sobre esta realidade no país.

Em relação aos outros países lusófonos, a agência da ONU destaca que o Brasil conseguiu, no último trimestre, impulsionar ganhos na produção de alimentos e Moçambique também melhorou, com menos 1,7 milhões de pessoas na situação de insegurança alimentar.

O documento faz referência ainda à Guiné-Bissau e Cabo Verde, países onde a produção de alimentos decresceu, diminuindo também a segurança alimentar.

“A colheita total de cereais no Brasil deve chegar a 120 milhões de toneladas em 2017, cerca de 44% a mais do que no ano passado. Esse aumento na produção de milho, em especial, teve influência na baixa dos preços do produto na América Latina no último trimestre”, revela o documento.

Quanto a São Tome e Príncipe, a estimativa é que o país precise de importar 18,3 mil toneladas de cereais para cobrir o défice de alimentos.

No sudoeste asiático, Timor-Leste deve recuperar a produção de arroz em relação aos resultados do ano passado.

Na África Austral, onde estão os dois maiores países lusófonos no continente africano, Angola e Moçambique, a taxa de redução de pessoas na condição de insegurança alimentar em 2017 reduziu 75% para os actuais 4,3 milhões de pessoas.

Segundo o relatório, a produção mundial de cereais pode atingir o recorde de 2 611 milhões de toneladas em 2017.

O estudo Perspectivas de Safras e Situação Alimentar, lançado na quinta-feira 21, em Roma, prevê que a situação global do abastecimento alimentar melhore com as boas colheitas na América Latina e a recuperação das condições agrícolas na região da África Austral, que atravessa uma das mais prolongadas e intensas secas em várias décadas.

Angola e a FAO têm colaborado intensamente desde que o país passou a fazer parte da organização em 1977, com uma ampla assistência oferecida através de mais de 230 projectos de desenvolvimento.

Devido aos 27 anos de guerra civil no país, as primeiras intervenções concentraram-se em assistência de emergência, incluindo o reassentamento de famílias vulneráveis nas áreas rurais e a provisão de insumos agrícolas para a rápida retomada da produção de alimentos.

Desde então, houve uma mudança em prol de metas de desenvolvimento de longo prazo e recuperação, que incluem a capacitação institucional e a reabilitação de instalações de pesquisa, investigação e extensão.

As escolas de Campo para Agricultores são um recurso bem-sucedido da cooperação e há iniciativas em andamento para ampliar este modelo de extensão inovador, aponta ainda a FAO, sublinhando o esforço que está a ser realizado para melhor a situação da segurança alimentar em Angola. (Novo Jornal)

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