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Catalunha: Assunção Cristas defende solução “no quadro da União Europeia”

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, disse hoje acompanhar com “muita preocupação” a situação na Catalunha, defendendo “uma solução também no quadro da União Europeia”.

“Acompanhamos com muita atenção e com muita preocupação”, começou por afirmar Assunção Cristas, quando questionada sobre a situação na Catalunha, onde as autoridades regionais catalãs convocaram um referendo à independência face a Espanha, que foi considerando inconstitucional pelo Tribunal Constitucional espanhol.

Para a líder centrista Portugal, “enquanto vizinho”, deve “ter particular atenção e cautela com o que se está a passar, defendendo, certamente, uma solução também no quadro da União Europeia”.

Na quarta-feira realizaram-se buscas em organismos oficiais e empresas privadas tendo sido apreendidos documentos e diverso material relacionado com a realização do referendo marcado pelos separatistas para o dia 01 de outubro, mas que foi suspenso pelo Tribunal Constitucional.

Os detidos foram acusados de delitos de desobediência, má gestão de fundos públicos e sedição, incorrendo a penas que podem chegar aos 15 anos de cadeia.

Cinco dos 14 detidos foram postos em liberdade na quinta-feira, sendo que outros três já tinham sido libertados na quarta-feira, logo após a operação da Guarda Civil.

Na quinta-feira à noite, o presidente da Generalitat disse dispor de um “plano de contingência” para a realização da consulta independentista na data marcada.

Através de uma mensagem difundida pelas redes sociais, Carles Puigdemont disse que o governo autónomo sente que está “completamente apoiado e preparado para enfrentar os embates que possam acontecer”.

“No dia 01 de outubro vai realizar-se o referendo de autodeterminação que tínhamos convocado. Vai realizar-se porque temos previstos planos de contingência para o garantir, mas, sobretudo porque existe apoio da imensa maioria da população que está farta de prepotência e dos abusos do governo do Partido Popular”, escreveu o presidente da Generalitat.

Segundo Puigdemont “já não é uma questão de se decidir um vínculo político com o Estado, mas sim de queremos viver sob um regime plenamente democrático que respeite as liberdades”. (Observador)

por Lusa

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