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Governo são-tomense distribui para venda mil toneladas de donativo de arroz da China

O Governo são-tomense iniciou este fim-de-semana a distribuição para venda à população das mil toneladas de arroz que recebeu há cerca de duas semanas como donativo da China Popular, disse este domingo fonte governamental à Lusa.

“Já iniciámos a distribuição para as lojas, o arroz será vendido para o consumidor a 13 mil dobras (pouco mais de cinco cêntimos de euro) o quilo, igual ao preço que praticamos na venda do arroz donativo do Japão”, disse a fonte da direção geral do comércio.

Há cerca de duas semanas, a China entregou ao Governo mil toneladas de arroz, no âmbito do programa de ajuda alimentar ao executivo são-tomense.

Esta oferta suprimiu a carência deste produto no mercado onde o chamado arroz do Japão escasseou há mais de oito meses, altura em que os importadores privados começaram a comercializar este produto por 35 mil dobras (1,4 euros) o quilo.

“Realmente, essa ajuda de mil toneladas de arroz vem minimizar um pouco a carência desse produto no mercado”, reconheceu o ministro das finanças, comércio e economia azul, Américo Ramos.

“O arroz tornou-se num produto que, neste momento, se destaca no cabaz básico da população”, acrescentou o governante, sublinhando “a importância da cooperação com a China no âmbito da segurança alimentar”.

O arroz encontra-se no país há cerca de duas semanas, mas só agora está a ser distribuído para as empresas porque o Governo do arquipélago precisava “fazer alguns cenários” sobre os preços a praticar.

O arroz da China chega a São Tomé a pedido das autoridades deste país para fazer face à ausência da importação da ajuda japonesa que se esgotou há cerca de um ano.

“Esta doação é o resultado mais recente da cooperação bilateral e uma nova prova de amizade existente entre a China e São Tomé e Príncipe e isso demonstra, mais uma vez, o sentimento amistoso do povo chinês para com o povo são-tomense”, disse, por seu lado, o embaixador chinês, Wang Wei.

Ao todo são 40 contentores de arroz que as autoridades acreditam durar “entre dois a três meses” no mercado, altura em que já deverá estar no país o donativo do Japão.

Vários comerciantes, principalmente os do interior, reclamam ainda não terem recebido o arroz.

“Ainda estamos à espera que nos chamem”, disse um comerciante do distrito de Lembá. (Observador)

por Lusa

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