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Ministério Público espanhol convoca mais de 700 autarcas da Catalunha para interrogatório

procurador-geral de Espanha convocou os mais de 700 presidentes de câmara da Catalunha para serem interrogados sobre o seu apoio ao referendo pela independência da região marcado para o início de outubro, que o Tribunal Constitucional ilegalizou no início do mês.

Em declarações públicas, o chefe máximo do Ministério Público, José Manuel Maza, declarou que todos os autarcas que apoiam a consulta popular devem ser detidos se não aparecerem em tribunal. A convocatória surge depois de a procuradoria ter ordenado o confisco dos boletins e restantes materiais de voto no início da semana.

Apesar do ditame do Supremo Tribunal emitido a 9 de setembro, no qual os magistrados de Madrid ordenam a suspensão da lei para o referendo aprovada pelo parlamento catalão, o governo regional independentista garante que vai avançar com a consulta a 1 de outubro como planeado. Se se concretizar, a procuradoria espanhola pode acusar formalmente os líderes políticos catalães de desvio de fundos públicos.

A Associação de Municípios pela Independência já enviou cartas às centenas de representantes locais da Catalunha assegurando-lhes que não estarão a cometer qualquer crime se ajudarem a organizar o referendo, apesar de essa ação desrespeitar a ordem do Tribunal Constitucional — isto depois de, na terça-feira, a procuradoria espanhola ter dado instruções às forças de segurança para que confisquem todos os materiais de voto que possam ajudar à “consumação do crime”.

Em resposta ao mais recente passo do governo central, as autoridades catalãs pediram aos autarcas da região que participem num protesto convocado para o próximo sábado em Barcelona, uma semana depois de centenas de milhares de cidadãos terem voltado a aproveitar a Diada, o feriado nacional da Catalunha, para se manifestarem a favor do referendo independentista.

O chefe do governo central espanhol, Mariano Rajoy, e o seu Partido Popular (conservadores) já prometeram fazer tudo o estiver ao seu alcance para impedir a concretização da consulta, que dizem ser ilegal à luz da Constituição de 1978. Ontem, a Guarda Civil informou que o site oficial do referendo foi suspenso na sequência da ordem emitida há alguns dias pelas máxima instância judicial de Espanha. (Jornal Expresso)

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