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Grupo que explodiu carro-forte em Barrinha visava ‘demonstração de poder’, diz delegado

Em depoimento, seis vigias relataram terem sido orientados a correr o mais longe possível do veículo antes da explosão na Rodovia Carlos Tonani (SP-333). Quantia em dinheiro levada não foi divulgada.

A explosão que sucedeu o ataque a um carro-forte na Rodovia Carlos Tonani (SP-333), em Barrinha (SP), nesta quarta-feira (6) foi a maneira mais rápida, segundo a Polícia Civil, que os criminosos encontraram para agilizar a ação e a fuga com os malotes antes da chegada dos agentes.

O ataque foi organizado por uma quadrilha em uma SUV blindada, que abordou e parou a tiros o veículo da empresa de valores Protege. Ninguém se feriu. Nenhum assaltante tinha sido preso até o início da noite de quarta-feira.
“Geralmente eles colocam fogo, mas hoje resolveram explodir. É uma demonstração de poder”, afirma o delegado Oswaldo José da Silva, de Jaboticabal (SP).

As investigações sobre o crime, segundo o delegado, começaram com os depoimentos dos seis seguranças que estavam no veículo da empresa no momento do ataque. O delegado também solicitou uma perícia detalhada sobre as munições encontradas. Segundo o tenente da Polícia Militar Fábio Henrique Ferreira de Camargo, os assaltantes usaram fuzis 762 e ponto 50 durante o roubo.

Apesar das primeiras diligências, o delegado não sabe quem responderá pelas investigações do caso. “Foi recomendado à perícia através do perito examinador que adotasse certas cautelas com relação a coleta dessas cápsulas no local para serem submetidas a perícia.”

Aviso de explosão

De acordo com o delegado, os vigias relataram que, assim que foram rendidos e colocados para fora do veículo, foram ordenados que se afastassem ao máximo do carro-forte.
“Segundo informações prestadas pelos seguranças, logo que foi imobilizado o carro-forte no meio da rodovia, eles se aproximaram e pediram para que todo mundo desembarcasse, que se desarmassem, colocassem as armas e os coletes balísticos no solo, e pediu que se afastassem a uma distância, a maior possível, porque haveria uma grande explosão”, descreve.

Os vigias disseram que pularam uma cerca e correram para dentro de um matagal antes que fossem atingidos pelo estouro. “Em seguida ocorreu uma violenta explosão que danificou totalmente o veiculo.”
Para Silva, o uso de explosivos foi tanto uma maneira de agilizar o roubo dos malotes antes da chegada da polícia quanto uma forma de intimidação. “Eles estão demonstrando que não querem perder a viagem, estão demonstrando o poderio que têm para intimidar ou mesmo o poder que têm para, no espaço de tempo mais rápido possível, conseguir o objetivo deles.”

O ataque

Segundo a Polícia Militar, o carro-forte saiu de Ribeirão Preto (SP) durante a manhã, passou por Barrinha e seguia para Jaboticabal (SP), quando foi interceptado por dois veículos usados pelos assaltantes próximo ao quilômetro 108 da Rodovia Carlos Tonani.

Depois de renderem os vigilantes e os retirarem do veículo, os ladrões explodiram o carro-forte com dinamites e conseguiram pegar todo o dinheiro que havia dentro dele. O veículo ficou completamente destruído. A quantia roubada não foi informada.

O impacto da explosão, próximo a uma praça de pedágio, chegou a destruir o guard-rail no canteiro central da rodovia. O Corpo de Bombeiros esteve no local para apagar focos de incêndio.

Devido aos destroços, a Polícia Rodoviária interditou a rodovia nos dois sentidos, mas não houve registro de congestionamento no local, porque o tráfego foi desviado pela marginal.

O veículo SUV usado na ação tinha placas de São José do Rio Preto (SP) e foi achado completamente destruído, no início da tarde, próximo ao quilômetro 5 da Estrada Vicinal Said Ahmed Saleh. No porta-malas foram encontrados 15 cartuchos de munição. Uma picape que também foi usada pela quadrilha ainda não foi encontrada.

Nenhum suspeito do crime havia sido identificado até a tarde de quarta-feira. A PM realizou buscas em rodovias, estradas de terra e canaviais da região, inclusive com apoio do helicóptero Águia, mas ninguém foi preso.
A concessionária AB Triângulo do Sol, que administra a rodovia, informou que não há câmeras de segurança no trecho onde o ataque ocorreu. (G1)

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