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Coreia do Norte: União Europeia prepara novas sanções

A União Europeia está a preparar novas sanções de resposta ao último ensaio nuclear da Coreia do Norte, que vão complementar as sanções previstas pela ONU, anunciou a chefe da diplomacia da UE, Frederica Mogherini.

“Hoje, vou propor aos ministros que trabalhem nos próximos dias para aumentar as sanções autónomas da UE”, declarou a responsável à chegada para uma reunião com os ministros da Defesa, e depois dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, na Estónia.

Mogherini disse que “é necessário fortalecer a pressão económica sobre a Coreia do Norte, apoiando uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU e adotando medidas económicas mais duras, incluindo sanções específicas da União Europeia.

“A nossa linha europeia é muito clara sobre este ponto: mais pressão económica, mais pressão diplomática e unidade com nossos parceiros regionais e internacionais”, explicou.

É preciso “evitar entrar em uma espiral de confronto militar que poderia ser extremamente perigoso não só para a região, mas para o mundo inteiro”, insistiu.

A UE já tem uma ampla gama de sanções, tanto ligadas à ONU como autónomas, contra a Coreia do Norte.

A União Europeia considera agora impor sanções a vários setores da economia norte-coreana – que ainda permitem a entrada de divisas e, portanto, permitem ao regime financiar as suas atividades nucleares -, como portos e pescas, ou um embargo de petróleo, adiantou fonte diplomática citada pela Agência France Presse (AFP).

Outra opção seria colocar o líder norte-coreano Kim Jong-Un na lista negra da União Europeia, o que congelaria seus recursos na UE e o impediria de viajar ou deslocar-se pelo seu território, disse esta fonte.

Na quarta-feira, os Estados Unidos apresentaram seu projeto de resolução sobre novas sanções internacionais contra a Coreia do Norte, que propõe um embargo sobre o petróleo (incluindo produtos refinados e gás líquido) para a Coreia Norte e pretende evitar as suas exportações de têxteis.

Os americanos também defendem o congelamento dos ativos de Kim Jong-un, assim como pretendem impedir o financiamento de expatriados norte-coreanos em todo o mundo, estimado em mais de 50 mil pessoas pela ONU e uma importante fonte de renda para o regime, de acordo com o texto do acordo citado pela AFP.

A proposta dos EUA na ONU é apoiada pela França e pelo Reino Unido, mas corre o risco de enfrentar o veto da China e da Rússia.

Entretanto, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, apelou hoje à comunidade internacional para exercer “a maior pressão possível” no regime de Pyongyang para forçar o regime norte-coreano a “abandonar” seu programa de mísseis nucleares.

“A comunidade internacional deve unir-se para exercer a maior pressão possível sobre a Coreia do Norte”, disse Abe, num discurso à margem de um fórum económico em Vladivostok, na Rússia, onde participa, assim como os presidentes russo, Vladimir Putin, e sul-coreano, Moon Jae-in. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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