Seis réus vão a júri popular por decapitação de adolescente em Joinville

Sétimo acusado será julgado separadamente.

júri popular de seis dos sete acusados pela morte de Israel Melo Júnior, de 16 anos, no dia 2 de fevereiro de 2016, ocorre nesta segunda-feira (7) em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Na época, um vídeo da decapitação foi divulgado nas redes sociais.

Os envolvidos são denunciados por sete crimes: cárcere privado, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, tortura e dissimulação, destruição de cadáver, ocultação de cadáver, vilipêndio e formação de quadrilha.
Vão ser sorteados sete entre 60 jurados para participar do julgamentoque deve durar três dias.

O sétimo réu, Valter Carlos Mendes, será julgado separadamente. O G1 não conseguiu contato com o Fórum da Comarca de Joinville para saber o motivo.

Prisões em 2016

Os dois primeiros suspeitos foram presos em 5 de abril: Leonardo Felipe Bastos e Luciano da Silva Costa. Na semana seguinte, mais três homens foram presos por participarem do crime: Valter Carlos Mendes, Henrique Alexandre Guimarães, e Jonathan Luis Carneiro.

Em maio, ocorreu a prisão de Thomaz Anderson Rodrigues. O último a ser preso foi Carlos Alexandre de Melo, conhecido como Neguinho, em 31 de agosto.
Crime

A cabeça do adolescente foi encontrada dentro de uma sacola em uma esquina do bairro Jardim Paraíso. Em 10 de maio, a polícia encontrou o local onde a vítima foi decapitada.

Um vídeo que mostra a decapitação do adolescente foi fundamental para a identificação do local, de acordo com o delegado Wanderson Alves Joana. A gravação feita pelos criminosos foi parar nas redes sociais e acabou anexada ao inquérito policial.

Quando a polícia foi até o local do crime, foi encontrado um machado, que teria sido usado na decapitação, e um lençol, usado para amarrar a vítima.

No dia do crime, os suspeitos sequestraram por um dia duas pessoas que serviram como “isca” para atrair a vítima. O delegado não revelou que relação essas pessoas tinham com o adolescente.

As “iscas” foram levadas para o bairro Ulisses Guimarães, na zona Sul de Joinville. Lá, em uma casa abandonada, a vítima foi morta, provavelmente na madrugada de 1º de fevereiro. O laudo cadavérico indicou que o adolescente foi torturado antes de morrer e que foi agredido depois da morte.

Segundo o delegado, duas organizações criminosas disputam os pontos de tráfico na cidade, uma na zona Sul e outra na Norte. Por isso, o grupo levou a cabeça para a área da organização criminal rival, como uma demonstração de força no “território inimigo”. (G1)

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