Rui Falcão eleito 1.º secretário do MPLA com 10 votos contra

Os delegados à III Conferência Provincial Extraordinária do MPLA elegeram esta Quinta-feira, 29, Rui Falcão Pinto de Andrade para exercer o cargo de 1.º ecretário do Comité Provincial, com 775 votos a favor- que corresponde a 97.6% -, 10 contra, sete em branco, dois nulos e nenhuma abstenção para um mandato de cinco anos

A eleição de Rui Falcão surge na sequência da suspensão de Isaac dos Anjos pelo secretariado do Bureau Político, logo após a sua exoneração do cargo de governador provincial de Benguela. Intervindo na cerimónia de abertura, o secretário cessante, Isaac dos Anjos, reforçou a necessidade de união no seio do partido, com vista a alcançarem-se os objectivos preconizados pela agremiação política, tendo em conta as eleições de Agosto próximo.

Por sua vez, o 1.º secretário do comité provincial recém-eleito, Rui Falcão, prometeu tudo fazer para, no quadro dos princípios e valores que alicerçam o partido e nas orientações dos órgãos superiores, dinamizar todos os programas que visem o reforço da organização, elevando Benguela para o rumo do desenvolvimento, bem como para a melhoria da qualidade de vida da população local. O líder partidário referiu que, do pouco tempo de que o MPLA dispõe para as eleições de 23 de Agosto, deve-se motivar toda a massa militante para a vitória do partido. Todavia, para que tal desiderato seja concretizado, Rui Falcão acredita ser imperioso o empenho de todos.

“Tenho consciência de que teremos de mudar o pneu com o carro em andamento, mas também tenho a convicção de que juntos poderemos fazer isso e muito mais”, reconhece, aludindo não ser hora de subjectivismos, mas de pragmatismo e levar a mensagem política do partido a todos os cantos de Benguela .

“Na certeza de que o bem fundado Programa do MPLA para o período 2017/2022, sintetizado no Manifesto Eleitoral, integra os elementos fundamentais para o desenvolvimento de uma sociedade mais próspera, mais participativa, alicerçada nos mais altos padrões da democracia participativa”, disse Falcão, que tem a tarefa de mobilizar a sociedade para a recepção calorosa ao candidato do MPLA a Presidente da República em Julho próximo .

Segundo Rui Falcão, o seu partido esteve sempre com o povo e nunca o desamparou, sendo, por conseguinte, o único no país em condições de governar Angola; promover a paz e melhorar a condição de vida de todos, assim como garantir o desenvolvimento, por essa razão “o nosso povo sabe que votar no 4 é votar no partido maior e mais forte”.

Contudo, o coordenador do grupo de acompanhamento do Bureau Político para a província de Benguela, João Martins “Jú Martins”, tal como o fez noutras passagens por Benguela, voltou a desafiar os seus camaradas a trabalharem com vista a vencer o jogo político em vista de forma “qualificada” nesta praça eleitoral, por sinal a terceira em Angola com mais de 840 mil eleitores.

O secretário do Bureau Político para os Assuntos Políticos considera que “os votos de Benguela permitem contribuir para eleição

de cerca de mais 15 deputados pelo círculo eleitoral nacional”.

“Jú Martins” quer maior mobilização até aqui registada na recepção ao candidato a PR

Segundo o político, numa altura em que as estruturas centrais do partido ultimam os actos de apresentação pública do seu candidato a Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, indigitado pelo Comité Central, espera que os seus camaradas em Benguela façam a maior “mobilização até aqui registada”, a fim de que o acto político, marcado para o dia 8 de Julho, possa evidenciar um sinal claro da força e da vitalidade do MPLA.

O político augura que, a 23 de Agosto, todos possam depositar o seu voto no MPLA – número 4- e no seu candidato, João Lourenço, com vista a garantir-se a vitória ao seu partido e, deste modo, “um futuro melhor”.

Quem alinhou no mesmo diapasão é Isaac dos Anjos, que vai assumir responsabilidade na “coordenação da campanha do MPLA ao nível central”. Intervindo na abertura da III Conferência Extraordinária, o ex-1.º secretário defendeu a necessidade de se trabalhar seriamente para conferir ao candidato uma recepção calorosa, para que o mesmo sinta força política que a província tem. “Defendo a conjugação de esforços para garantir uma recepção calorosa ao candidato do partido à Presidência da República”, pediu o antigo 1º secretário de Benguela. (O País)

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