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Guterres avisa para risco de novo conflito na RCA
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Guterres avisa para risco de novo conflito na RCA

O Secretário Geral da ONU, António Guterres, considerou na quarta-feira que o regresso da violência à República Centro Africana (RCA), com a morte em 2017 de nove “capacetes azuis”, pode comprometer vários anos de esforços para restaurar uma frágil estabilidade.

António Guterres condenou a morte na terça-feira de dois “capacetes azuis” marroquinos em Bangassou, sudeste da RCA, dois dias após a morte de um outro soldado também de nacionalidade marroquina.

A ONU atribuiu este novo ataque aos anti-Balaka, milícias maioritariamente cristãs.

O chefe da ONU mostrou-se “extremamente inquieto a propósito dos combates no sudeste da República Centro Africana, das exacerbadas tensões interétnicas e dos esforços dos detractores para tentar sabotar o processo de estabilização do país”.

“Se permitirmos que perdure, a actual situação arrisca-se a anular os resultados duramente alcançados para garantir uma paz duradoura”, indicou em comunicado, apelando a todas as partes para “terminarem com a violência” e “tomarem medidas para evitar uma maior deterioração da frágil situação em termos de segurança”.

A RCA registou sangrentos confrontos na sequência do derrube em 2013 do Presidente François Bozizé pelos rebeldes muçulmanos Séléka, suscitando uma contra-ofensiva das milícias cristãs, os anti-Balaka.

Mais de um milhão de pessoas estão deslocadas no país e, segundo a ONU, a sobrevivência de 2,3 milhões de pessoas (metade da população) depende de ajuda humanitária.

A ONU enviou uma força de 12.350 soldados e polícias com o objectivo de proteger os civis e apoiar o Governo do Presidente Faustin-Archange Touadéra, eleito em 2016. (Jornal de Notícias MZ)

por Lusa

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