EUA ignoram pedidos de clemência e executam William Morva

Executado na Virgínia homem preso por dois homicídios. Advogados dizem que Morva sofre de doença mental grave

O estado norte-americano da Virgínia executou hoje um preso, condenado à morte por matar um segurança e um polícia durante uma fuga em 2006.

William Morva, de 35 anos, é o 13º preso executado este ano nos Estados Unidos. O húngaro-americano foi condenado à pena de morte por ter assassinado dois homens em 2006, enquanto fugia da prisão. O caso captou a atenção internacional, já que os advogados de Morva argumentam que ele sofre de graves problemas mentais.

Os defensores dizem ainda que o estado mental de Morva se agravou quando foi preso por roubo, em 2006, porque os médicos da prisão se recusaram a tratá-lo e que foram dadas informações incorrectas sobre a doença durante o julgamento.

Vários foram os pedidos para que o governador da Virginia, Terry McAuliffe, comutasse a pena de Morva, incluindo da União Europeia e a embaixada da Hungria nos Estados Unidos, segundo a Reuters.

Mais de 34 mil pessoas assinaram uma petição para McAuliffe a pedir clemência para Morva e também a filha de uma das vítimas de Morva pediu que a vida do detido fosse poupada. 20 legisladores da Virginia defenderam que a pena deveria ser comutada para prisão perpétua.

Desde que o Supremo Tribunal reintroduziu a pena de morte há quatro décadas, foram executados 1.456 prisioneiros, 113 dos quais na Virgínia. O Texas é o estado com maior número de execuções, num total de 542. (Diário de Notícias)

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