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Eleições/2017: Sector social preocupa políticos
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Eleições/2017: Sector social preocupa políticos

Os sectores do ensino e saúde estiveram, esta quinta-feira, no centro das atenções de políticos angolanos, no quadro da campanha eleitoral para as eleições de 23 de Agosto próximo.

O candidato presidencial do MPLA, João Lourenço, dialogou com os profissionais dos sectores do ensino e da saúde da província de Luanda, de quem ouviu os seus prantos.

A opção não podia ter sido a melhor, não só porque o ensino e a saúde são dois dos fundamentais pilares de desenvolvimento de qualquer país, mas também dos mais problemáticos da província.

São, também, dos que mais garantem emprego à população da capital, cujo voto é apetecível a qualquer das forças concorrentes ao pleito de 23 de Agosto.

Ao ouvir as preocupações dos profissionais dessas áreas e esboçar caminhos com vista a sua solução, João Lourenço somou pontos no esforço de conquistar mais apoiantes da causa do partido do Governo.

Coincidentemente, também o líder e candidato da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, prometeu melhorias nos mesmos sectores, além da criação de emprego, caso vença as eleições.

Chivukuvuku discursava no município de Ombadja, província do Cunene, num acto de massas que teve como mote a apresentação do seu manifesto eleitoral e programa de governo.

Questões relacionadas com a saúde estiveram, igualmente, esta quinta-feira, num programa de divulgação do que reserva a UNITA para o sector que preserva a vida humana, caso venha vencer as eleições gerais.

Faz parte das principais linhas anunciadas a construção de infra-estruturas para satisfazer as necessidades fundamentais da medicina curativa e preventiva.

Soma-se a isso a assistência médica e medicamentosa gratuitas, além de uma aposta séria no combate às grandes endemias.

Ainda em relação ao MPLA, mas já no âmbito geral, o partido de Governo “despachou” para Cabinda outro dos “pesos pesados” da sua campanha, o secretário-geral, Paulo Kassoma.

O político trabalhou durante dois dias na mais nortenha província angolana, especificamente nos municípios de Belize, Buco Zau e Cacongo, onde pediu o voto da população no seu partido.

Um dos focos da campanha do MPLA, quarta-feira, teve como alvo, também, a população juvenil, aquela que se anuncia determinante na repartição do “bolo” eleitoral.

O líder juvenil do MPLA, Sérgio Rescova, prometeu, caso o seu partido saia vencedor, a promoção do sucesso escolar e o mérito estudantil, bem como a redução dos custos de formação.

A UNITA desenvolveu a campanha, ao mais alto nível, na província do Bengo, onde trabalhou o seu líder e candidato a Presidente da República, Isaías Samakuva, na quarta e quinta-feira.

Num comício, em Caxito, na quarta-feira, Isaías Samakuva destacou a necessidade da criação de mais emprego para os angolanos, de modo a dar maior dignidade às famílias e contribuir para a inclusão social.

Já o Partido de Renovação Social (PRS), na pessoa do seu líder e candidato presidencial, Benedito Daniel, iniciou, esta quinta-feira, uma visita de trabalho à província do Namibe.

Na bagagem, o apelo à população para que adira às urnas no dia 23 de Agosto, para eleger o Presidente e Vice-Presidente da República, bem como os deputados à Assembleia Nacional.

O líder e candidato da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Lucas Ngonda, esteve no Cuito, Bié, igualmente numa viagem de mobilização de votantes.

O terceiro partido histórico angolano, depois do MPLA e da UNITA, dedicou-se, ainda, esta quinta-feira a acções de divulgação, em Luanda, da imagem do líder e da posição do seu partido no boletim de voto.

Quanto à Aliança Patriótica Nacional (APN), promete a aposta na consolidação de um sistema de justiça que dê resposta aos conflitos sociais.

O objectivo consta do programa de governação da formação política, apresentado quarta-feira, pelo presidente da organização, Quintino Moreira, aos eleitores da cidade do Sumbe, província do Cuanza Sul.

À guisa de conclusão, resta realçar que cinco dias são insuficientes para uma primeira avaliação do desempenho dos políticos angolanos, que, domingo último, se lançaram à estrada para a conquista dos eleitores.

Se a disputa vai, ainda, a meio gás, não deixa de ser visível que, também, o quadro eleitoral começa a compor-se, mesmo que de forma ainda incipiente, o que facilita chegar a algumas lições.

A primeira delas é a forma ordeira como tem decorrido a campanha, em Luanda e no resto do país. É reconfortante que não haja registo de ocorrência de casos graves que pudessem retirar o brilho que se espera deste jogo democrático.

É reconfortante, também e sobremaneira, o anúncio de que o asseguramento das eleições será garantido por 103 mil agentes policiais.

Outro dos ganhos bem visível traduz-se no facto de haver, claramente, um elevado índice de organização de todo o processo preparatório da votação.

O facto não encontra paralelo na história das eleições em Angola, quiçá, nem mesmo na de vários outros países africanos, e não só, seguramente. (Angop)

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