Angola: Desenvolvimento sustentável da mulher africana passa por instituições democráticas fortes

A vice- presidente da Organização Pana-Africana das Mulheres (OPM) Carolina Sequeira, considerou hoje, em Luanda o desenvolvimento sustentável da mulher passa por uma boa governação e instituições democráticas fortes capazes de garantir estabilidade económica e uma participação inclusiva de todos.

Falando no encerramento da sexta edição da actividade conjunta, alusiva ao dia da Mulher Africana, que se assinala nesta segunda-feira, promovida pelo Comité Provincial da OMA em Luanda e o Comité de especialidade de médicos do MPLA.

A governante referiu para tal a necessidade de se acabar com o estigma da feminização da pobreza e a vulnerabilidade em África, que infelizmente ainda tem o rosto das mulheres.

Acrescentou igualmente a saúde materna infantil, as mudanças climáticas, a paz e a estabilidade, o empoderamento das mulheres e o combate a violência doméstica, e todo tipo de violação do direito da mulher continuará a ser tema de debate e matéria de jornadas para implementação dos objectivos do desenvolvimento sustentável (ODS) .

A vice – presidente da OPM advoga que cada Estado membro crie mecanismos que permita ultrapassar a clivagem existente e priorizem o diálogo entre as partes, concretamente na implementação de programas e políticas que envolvam os partido políticos , os governos, os cidadãos e a sociedade civil, para que paz e a segurança no continente continua a ser Prioridade.

Destacou ainda o papel desempenhado pela Mulheres africanas ao longo destes 55 anos em prol da luta de libertação, do desenvolvimento político, económico e social dos seus países.

No acto, o segundo secretário provincial do MPLA Mário Pinto de Andrade, enalteceu o papel das mulheres africanas e especial as angolanas na luta pela libertação dos países africanos, no desenvolvimento das economias.

Sublinhou no entanto haver consciência que apesar do bem-estar e do saber fazer da mulher africana, ainda existem muitos obstáculos a ser vencidos dentre os quais o próprio preconceito machista, religioso, casamentos forçados, mutilação genital, tráfico de crianças de sexo feminino e mulheres que padecem com o vírus de VHI, esses males e preconceitos são mais prejudiciais as condições da mulher africana.

Por seu e turno apelou as mulheres angolanas a votarem no voto certo, no pleito eleitoral a ter lugar no dia 23 de Agosto próximo. (Angop)

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