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Violência em dia de eleições faz dez mortos na Venezuela

Dez pessoas, incluindo dois adolescentes de 13 e 17 anos, morreram no domingo, na Venezuela, na violência que acompanhou a eleição da Assembleia Constituinte decidida pelo Presidente Nicolas Maduro, indicou o Ministério Público. Quatro pessoas morreram no estado de Tachira (oeste), na fronteira com a Colômbia, durante manifestações. Três homens foram mortos no estado de Merida (oeste, um no estado de Lara (norte), um no estado de Zulia (norte) e um dirigente da oposição no estado de Sucre (norte), indicou num novo balanço o Ministério Público venezuelano.

A convocatória para a eleição dos 545 membros da Assembleia Constituinte foi feita a 1 de Maio por Maduro, com o principal objectivo de alterar a Constituição em vigor, nomeadamente os aspectos relacionados com as garantias de defesa e segurança da nação, entre outros pontos.

A oposição venezuelana, que decidiu não participar na eleição, acusa Maduro de querer usar a reforma para instaurar no país um regime cubano e perseguir, deter e calar as vozes dissidentes. Maduro celebra participação histórica nas eleições O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, elogiou hoje os venezuelanos pela “lição de coragem” e “maior participação histórica” nas eleições, de domingo, para a Assembleia Constituinte.

“Temos Assembleia Constituinte (…) oito milhões (de votos) em meio de ameaças (…) foi a votação maior que teve a revolução bolivariana em 18 anos. O povo deu uma lição de coragem, de valentia. O que vimos foi admirável”, declarou Maduro, perante centenas de apoiantes que se concentraram na Praça Bolívar, em Caracas, à espera dos resultados das eleições e comemorar a vitória.

As urnas deviam ter encerrado às 18h00 em Caracas (23h00 em Lisboa), mas poucos minutos antes deste limite, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou que ia prolongar por mais uma hora as urnas de voto para as eleições da Assembleia Constituinte, “e sempre que haja eleitores à espera de exercer o direito de voto”. No domingo, foram chamados a votar mais de 19,8 milhões de venezuelanos para escolher os 545 membros da Assembleia Nacional Constituinte que vão redigir uma nova Constituição.

Oposição convoca manifestações A oposição venezuelana apelou para a realização de manifestações esta segunda e quarta-feira contra a Assembleia Constituinte do Presidente Nicolas Maduro, eleita no domingo. “Não reconhecemos este processo fraudulento, para nós é nulo, não existe”, declarou, no domingo, o líder da oposição Henrique Capriles. Capriles pediu aos venezuelanos que protestem esta segunda-feira contra aquilo que considerou “um massacre” e “uma fraude eleitoral”. Na quarta-feira, dia em que a Assembleia Constituinte toma posse, Capriles convocou também a realização de uma manifestação de protesto em Caracas.

No domingo, a oposição venezuelana suspendeu os protestos em Caracas, na sequência do que disse ter sido uma “brutal” repressão das forças de segurança e também da forte presença policial nos pontos onde iam decorrer as manifestações, o que não evitou confrontos em vários locais. O Ministério Público venezuelano indicou que pelo menos dez pessoas morreram na sequência dos protestos, mas a coligação opositora Mesa da Unidade Democrática disse serem 14 as vítimas mortais.(Correio da Manha)

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