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Meta do RJ é diminuir roubo de rua para um a cada 4 minutos até o fim do ano

Os números da Segurança Pública no Estado do Rio assustam e, ainda que metas da Secretaria de Segurança sejam cumpridas, a perspectiva não será das melhores. A pasta planeja diminuir os roubos de rua no segundo semestre de 2017 em 9% em relação ao mesmo período de 2016. Ainda assim, seriam 62 mil casos de julho a dezembro — caso a meta seja atingida em seu mínimo.

Esse número representa 340 assaltos a cada dia ou ainda um a cada 4 minutos e 10 segundos, aproximadamente. De julho a dezembro de 2016, o total foi de 68.203 — o que dá praticamente um a cada 3 minutos e 48 segundos.
Para Carolina Cristoph Grillo, antropóloga e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Cidadania Conflito e Violência Urbana do IFCS/UFRJ, a meta é “ambiciosa”, apesar dos números alarmantes que continuarão a existir.

“Considerando que a incidência de roubos no Rio de Janeiro vem crescendo desde 2012, a meta de 9% de redução me parece bastante ambiciosa. Frear o aumento já seria uma conquista significativa”, diz ela.

Em nota, a PM reconhece que “os índices de violência, de fato, subiram muito nos últimos meses”. Mas afirma que as “as providências operacionais que estão sendo adotadas já estão apresentando resultados, inclusive diante da escassez de recursos humanos e materiais”.

Grillo é menos otimista. Afirma que a meta pode ser alcançada, mas não por conta das políticas estaduais. Segundo ela, o apoio das Forças Armadas pode inibir a prática criminosa de alguma forma.

“Quando há risco de ocupações militares em favelas, os próprios traficantes coíbem os roubos para evitar chamar a atenção das forças de ordem. Este foi um fator significativo para a diminuição dos roubos nos anos de expansão das UPPs. Mas este impacto não é duradouro e este tipo de política não tem como se sustentar por muito tempo”.
Os roubos de rua, de acordo com a secretaria de Segurança, englobam assaltos a transeuntes, a coletivos e de aparelhos celulares.
Três mil mortos até dezembro

Os indicadores estratégicos de criminalidade para o segundo semestre de 2017 preveem diminuições em outros dados, mas a taxa de crimes continuaria alta. A letalidade violenta – homicídios e lesões seguidas de morte – cairiam a pouco mais de 3 mil casos, incluindo homicídios em ações policiais.

Os roubos de veículo, a mais de 20 mil.
De acordo com a proposta da Secretaria de Segurança, o valor das metas foi “estabelecido considerando os resultados históricos da própria região”. Segundo o documento, as metas serão acompanhadas e – caso haja “resultados indesejados” – haverá reuniões para tratar do assunto.
‘Política educacional seria mais efetiva’

“A Secretaria de Segurança Pública, por sua vez, insiste em combater os roubos com foco restrito no policiamento ostensivo, sem aprofundar investigações sobre o mercado de receptação. Por mais incrível que pareça, o Rio de Janeiro é sim bastante policiado e há um empenho da PM no sentido de localizar as viaturas nas áreas de maior incidência de roubos. Também não há a impunidade que se imagina.

A maioria dos assaltantes acaba presa ou morta pela polícia. E mesmo assim os roubos continuam crescendo. Acredito que políticas educacionais, culturais e de oferta de oportunidades aos jovens possam ser mais efetivas a médio e longo prazo do que as políticas de segurança pública”, afirma Carolina Cristoph Grillo. (G1)

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