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Efeméride: Comemora-se 26 de Julho o 50º aniversário da morte do Nacionalista António Marques Monteiro (Antonico)

Patriota, Nacionalista e activista Angolano, membro do processo dos 50, Antonico foi vítima de maus tratos durante a detenção, onde chegou a ser desterrado para o Tarrafal, Cabo Verde.

António Marques Monteiro, impôs-se nas lides da sua camaradagem, enaltecendo a figura da Rainha Nzinga Mbande, como símbolo de libertação de Angola, conforme declarações da PIDE em anexo.

Filho de António Monteiro e de Maria da Nazaré Nunes (Lalé), neto materno de Manuel Correia Nunes e de Nga Dona Ana João (Grande Senhora da Ilha) , descendente de famílias da ilha do Cabo e do Mussulo, Luanda, Antonico, como tantos outros nacionalistas que muito deram para que Angola hoje fosse livre, infelizmente, tornaram-se figuras esquecidas pelos governantes que pouco valorizam o nome desses verdadeiros heróis da Pátria.

Preso pela PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) a 5 de Junho de 1959, por razões de forte tortura, foi internado no Hospital Psiquiátrico de Luanda, e mais tarde encaminhado para a Casa de Reclusão (Fortaleza do Penedo) Forte do Século XVII, sito no actual Porto Comercial de Luanda, Boavista, onde se encontrava no momento em que grupos de patriotas angolanos, tomavam de assalto com catanas e outros utensílios de defesa, as cadeias de Luanda, a 4 de Fevereiro de 1961, dia do inicio da luta armada em Angola.

Depois desta acção (tomada de assalto da Fortaleza do Penedo), foi condenado pelo tribunal militar português em Angola a uma pena de prisão de segurança, para cumprimento no Campo de Concentração do Tarrafal, Ilhas de Cabo Verde, no dia 25 de Fevereiro de 1962.

Sentindo-se injustiça-do, contestou a pena que lhe foi imposta alegando que a sua luta era justa, pacífica, e que era um direito seu, natural e internacional, e que pretendia pura e simplesmente, a independência total, imediata e incondicional de Angola conforme manuscrito provenientes da Torre do Tombo em Lisboa, Portugal, redigidos a mão que se junta em anexo.

Gravemente doente, vítima dos maus tratos durante a sua detenção, foi libertado, tendo falecido em Luanda, a 26 de Julho de 1967.

Como a história encarrega-se sempre de dizer a verdade dos factos, talvez num futuro governo estes nacionalistas venham a merecer um reconhecimento com a distinção de honras que merecem, pela sua contribuição na Luta de Libertação Nacional.

O Processo dos 50, é um processo pouco valorizado pelos políticos que pretendem a todo custo criar uma nova história. Paz a sua alma, que justiça um dia seja feita em memória desses heróis. A família de António Marques Monteiro (Portal de Angola)

Registos de memória: http://www.portaldeangola.com/2015/09/antonio-marques-monteiro-antonico/

Relatório Final da Pide: relatoriodapideprocessodos50
Interrogatório da PIDE a Ilídio Machado em Lisboa Pide: DeclaracoesIlidioMachadoLisboa

Manuscritos de António Marques Monteiro: Antonico Contestaçao

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