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Sanha no local de trabalho

Muitos de nós nos trabalhos, nos mais variados sectores, chocamos com o nosso superior hierárquico mais directo, porque achamos que não gosta de nós, porque é muito exigente ou ainda porque pensamos que é menos competente do que nós.

Na realidade, para além destes três factores, que nalguns casos se aplicam, existem outros que são a base fundamental causadora da fúria nos colaboradores nas empresas, como por exemplo: o downsizing (despedimento), mudanças tecnológicas e a redução de recursos ou seja fazer mais com menos.

Basta ligarmos a TV, conectarmo-nos à uma rede social ou caso estejamos a deambular pela rua ou ainda a andar de candongueiro (táxi), assistimos a ira e violência no comportamento de algumas pessoas como se fosse uma diversão habitual, isto é, como se de um cardápio diário se tratasse. Provavelmente o homicídio, também, seja responsável por uma significativa percentagem de mortes nos locais de trabalho devido aos três factores atrás apresentados.

Seria bastante interessante se o nosso Instituto Nacional de Estatística – (INE) publicasse regularmente dados sobre o desemprego, sobre as empresas, aonde perderíamos por exemplo cruzar e extrair informações sobre o número de colaboradores despedidos por determinados motivos num horizonte temporal (3-5 anos).

Entretanto, penso que, para melhor gestão deste fenómeno que se vive nos locais de trabalho, surge a necessidade, urgente, da adopção pelas empresas de algumas medidas tais como:

  • Tolerância Zero para lidar com ameaças de violência;
  • Modelos de comunicação eficazes que encorajem os colaboradores a enfrentarem de imediato e de modo construtivo as situações, antes que percam o autodomínio;
  • Programa de assistência ao colaborador para questões que estejam fora do escopo da gestão normal da empresa;
  • Investimento no desenvolvimento de supervisão e treinamento para aquisição de eficácia interpessoal, tanto para o pessoal da supervisão e outros.

Por fim, recordo-me de uma frase que algum dia li que é: “Os colaboradores não penduram as suas emoções juntamente com os seus pertences no “bengaleiro” quando vêm para o trabalho. Logo, os seus superiores hierárquicos mais directos precisam focalizar na pessoa no seu todo e não apenas no desempenho das tarefas.

por Valdemar Vieira Dias

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