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Plataformas da internet como factor crucial nas eleições de 23 de Agosto

Oposição em Angola olha para redes sociais como um instrumento “crucial” para caçar mais votos nas eleições de Agosto. Mas analistas consideram que os partidos devem aproveitar melhor essas plataformas na internet.

As campanhas eleitorais não se fazem só nas ruas – têm também lugar na palma das mãos dos eleitores, através dos smartphones, por exemplo. Os partidos políticos descobriram há muito tempo o potencial da internet e das redes sociais para disseminar a sua mensagem. Em Angola, o partido no poder, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e os partidos da oposição publicam fotografias, vídeos e, por vezes, até fazem emissões em directo, mostrando as suas actividades.

Além disso, a oposição angolana diz que, nas redes sociais, encontra um espaço que não existe na imprensa pública. Segundo Félix Miranda, secretário da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE) para a Comunicação e Marketing, as redes sociais, como o Facebook, são cruciais no trabalho do partido.

A presença na internet “possibilitou à CASA-CE ter a abrangência e a visibilidade que tem e possibilitou a [Abel] Chivukuvuku [líder da coligação] ser tão amado, como é hoje.”

O foco nas redes sociais também é uma prioridade para Narciso Lucanso. O secretário nacional para a Comunicação e Marketing do Partido de Renovação Social (PRS) diz que, se as forças políticas querem atingir os seus objectivos, têm de estar presentes nas redes sociais. É aí que os cidadãos podem encontrar “o programa de governação e o manifesto eleitoral do partido, para poderem votar nele”, afirma Lucanso.
Mais debate online

Mas, para o analista político Osvaldo Mboco, a oposição ainda não está a aproveitar a 100% o potencial das redes sociais. O analista diz que é preciso debater mais os programas eleitorais.
“É fundamental que o grupo que está por detrás da página seja um grupo dinâmico, conversando, interagindo com os eleitores a partir da plataforma”, diz o analista. Por outro lado, a oposição deveria ainda selecionar melhor o que publica: “Hoje, o eleitor quer saber como esse partido vai resolver o problema do seu município.”
Mais divulgação offline

Fora das redes sociais, os partidos da oposição continuam a batalhar para ver os seus temas a fazer manchete na imprensa pública.

Há, no entanto, alguns sinais de abertura em relação às actividades da oposição angolana nesta fase de pré-campanha. Por exemplo, no sábado (24.06), o manifesto eleitoral do PRS foi transmitido em directo pela Televisão Pública de Angola (TPA), algo que não era costume no passado.

“Não queremos que isso cesse, porque ajuda a expandir a informação das forças políticas”, apela Narciso Lucanso, do PRS.

Félix Miranda, da CASA-CE, diz que a mudança se deve à concorrência com a TV Zimbo, privada, que costuma falar sobre as actividades da oposição. “A Zimbo hoje é um elemento de contrapeso à TPA. É a Zimbo que está a permitir a TPA também fazer abertura”, comenta.

A campanha para as eleições em Angola começa oficialmente em julho. E começará também o tempo de antena na Rádio Nacional de Angola e na TPA.
O analista Osvaldo Mboco sugere aos partidos que aproveitem esse espaço da mesma forma, ou melhor do que nas redes sociais para “divulgar ao máximo as suas ideias”. (DW)

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