Luanda: Auto-construção dirigida permitiu surgimento de cerca 50 mil casas

Os projectos de auto-construção dirigida, desenvolvidos no município de Cacuaco no período entre 2009 e 2016, permitiram o surgimento de cerca de 50 mil casas, que foram devidamente erguidas e em zonas com arruamentos, deu a conhecer na região o director municipal de Gestão Urbanística, Urbanismo e Cadastro, José da Conceição.

José da Conceição teceu estas considerações quando fazia uma abordagem do sector na região, nos últimos anos, argumentou que a evolução urbanística na região do município de Cacuaco tem registado grandes índices.

Esta evolução deu-se “tanto na vertente das construções desorganizadas como dos projectos dirigidos e organizados, o que levou ao desenvolvimento”, disse.

Desde os anos 90 que a região tem registado uma evolução na sua estrutura urbanística com o surgimento das zonas da Vidrul, Nova Urbanização e grande parte daquilo que são as Caps (Velha e Nova), zona do Fortinho, mas o casco urbano do município, verificando-se uma inversão na principal característica que era de uma zona eminentemente agrícolas.

Hoje, argumentou, Cacuaco já está com uma pendente mais urbana, mais bem organizada e formalizada, sendo o ex-líbris a Centralidade do Sequele. Esta é uma cidade com todas as infra-estruturas e está a ser coroada com três projectos a volta, que são o Maye Maye, Cativa e o Vila das Ideias.

Acrescentou que estes três últimos projectos (Maya Maye, Cativa Vila das Ideias), ao nível da distribuição de solos, estão completamente fechados, uma vez que as possibilidades da administração não eram muito grandes.

Em relação aos mesmos, “estamos a falar de cerca de 6 mil lotes no geral para os três projectos, tendo recebido uma avalanche de aproximadamente 90 mil solicitações, em 2015, quando abrimos o projecto”, explicou.

As solicitações foram muito grandes, mas nós tínhamos também a necessidade de satisfazer entidades e projectos do Estado, como os dirigidos aos antigos combatentes e a juventude, bem como os camponeses que faziam a agricultura na zona e que estão dentro do perímetro, sendo que uma grande faixa, quase dois mil e 500, também beneficiaram.

Deu a conhecer ainda que nela também foram beneficiados residentes da zona do Iraque Bagdad, desalojados das áreas em requalificação como do Sambizanga.

“Ainda assim respondemos bem, com cerca de 12.000 lotes, todos eles cedidos a pessoas singulares”, disse.

Em relação ao trabalho nas zonas que surgiram desordenadamente, disse que foi criado um Plano de requalificação, há quatro meses, que de modo experimental está a ser executado na zona do Belo Monte, uma vez que ao nível de Cacuaco são muitas as áreas a necessitar desta requalificação, como a da Boa Esperança, Paraíso, Kicolo Sede.

No quadro do mesmo, disse ainda que “está a ser feito um trabalho muito grande de sensibilização, porque ele é inclusivo, fazendo com que os coordenadores de bairro, sectores e a população participe deste processo de requalificação”.

Dai que, acrescentou, a informação para o cidadão chega mais rápido e este já sabe que para por uma pedra ou bloco num terreno deve-se primeiro dirigir-se à administração e, com os seus técnicos, faz-se o enquadramento. (ANGOP)

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