Graduação do país para rendimento médio no ciclo de Planeamento 2018/2022

O ciclo de Planeamento para o período 2018/2022 deverá ter em atenção o processo de graduação de Angola de país menos avançado para país de rendimento médio, com os critérios de activos humanos e vulnerabilidade económica.

A afirmação é do ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, que discursava hoje, na abertura do IV Conselho Consultivo do Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, que decorre na capital do país.

Frisou que no âmbito do novo ciclo de planeamento é preciso assegurar o pleno funcionamento de um sistema informático integrado sobre a evolução da realidade socioeconómica e territorial do país, das metas físicas e financeiras dos instrumentos de planeamento nacional.

Para o período 2018/2022, sublinhou, a preparação dos instrumentos de planeamento deverá ter em atenção o processo de revisão da estratégia de longo prazo “Angola 2025” e a sua extensão para o horizonte 2050.

Deverá também ter em conta, prosseguiu, a convergência com os compromissos internacionais da agenda global e dos objectivos de desenvolvimento sustentável 2030 e da agenda africana 2063 que está a ser implementada actualmente através do Plano decenal 2013/2023.

Nesta senda, os instrumentos de planeamento para o ciclo político 2018/2022 e os respectivos planos de desenvolvimento sectoriais e provinciais, deverão procurar harmonizar os objectivos globais de desenvolvimento “Angola 2025” revistos, com o programa de governação 2017/2022 e os compromissos internacionais.

Por outro lado, referiu que em Angola, como nos demais países, a vida ganha dinâmica nos municípios e é neste quadro que a municipalização, descentralização e criação das autarquias locais, estão na linha de prioridades da programação para 2018/2022.

“Assim, pensar estrategicamente sobre os problemas do desenvolvimento económico exige privilegiar o nível municipal como fundamental para promoção do crescimento económico e a elevação dos índices de desenvolvimento humano, especialmente nas zonas rurais, bem como para maximizar o potencial específico de cada município”, concluiu.

O IV Conselho Consultivo, que vai decorrer até dia 27 sob o lema “A importância do planeamento para o desenvolvimento do país”. (ANGOP)

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