FMI prevê um crescimento de 4% da economia cabo-verdiana em 2017

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê, para 2017, um crescimento de 4% para Cabo Verde, sustentado no saldo da balança das contas externas e no crescimento económico do país em 2016.

A confirmação é do chefe da missão do FMI em Cabo Verde, Max Alier, em declarações à imprensa à margem do seminário realizado hoje, no Instituto Superior das Ciências Jurídicas e Sociais (ICJS), para apresentar o relatório sobre as perspectivas regionais para a África Subsariana.

Segundo Max Alier a previsão consta do relatório do FMI após este ter avaliado um período de crescimento fraco entre 2012 até 2015, onde a média do crescimento ficou abaixado de 1% ao ano.

Já em 2016, garante, o chefe da missão do FMI dados mostra que a economia cresceu 4% com uma aceleração importante do crescimento e com uma nova projecção para que o crescimento se mantenha em 2017.

“O ano passado foi muito positivo para o país, pois, o saldo da balança das contas externas melhorou com a acumulação de importantes reservas internacionais que chegaram a um nível historicamente alto, ou seja, a volta de 540 milhões de euros”, afiança.

A previsão do FMI para o ano 2017, sustenta Max Alier, é bom e se se mantiver o crescimento económico, Cabo Verde vai conseguir gerar mais emprego e melhorar as condições de vidas das populações.

A missão vai acontecer até o final e ano e estou na colheita de dados do ano passado e como correu o primeiro terrestre.

Questionado sobre a meta do crescimento em 7%, Max Aleir, não quis avançar muito alegando que estes dados só serão disponibilizados no fim de ano e justiçando com o facto de que “só vamos conseguir avaliar quando o pacote da reforma estiver bem desenvolvido para podermos analisar a situação”.

Talvez, sublinha, na missão do artigo 4º, poderá haver mais dados para se falar do crescimento 7%.

A nossa recomendação, nesse sentido, tem alguns desafios importantes, nomeadamente, a dos TACV que o Governo já esta reestruturando. A primeira parte da reestruturação já foi anunciada que é a rota doméstica, mais ainda se está a fazer a segunda parte que tem a ver com a rota internacional”, disse para justificar falta de dados.

Quanto ao relatório apresentado no seminário, diz tratar-se de uma exposição de um documento elaborado pelo departamento da África do FMI, produzido em Abril deste ano.

A mensagem, indica, é que economia da África subsariana está desacelerando, sendo que o crescimento económico do ano passado foi de 1,5, o mais baixo na região nas últimas duas décadas.

Para 2017, explica, a nossa projecção é que o crescimento para a região subsariana vai aumentar 2,7%, mas este crescimento será determinado por algumas medidas pontuais, e que tem a ver com o aumento da produção de petróleo na Nigéria, o ano eleitoral em Angola e a recuperação das secas na África do Sul.

A missão do Banco Mundial (BM) encontra-se em Cabo Verde até dia 30, e tem ainda em agenda tem, entre outros, a preparação do projecto de acesso ao financiamento às pequenas e medias empresas. (Inforpress)

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