Angola mantém posição no Índice de Desenvolvimento Humano – Relatório

Angola manteve em 2016 a 150ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano em relação a 2015 numa tabela de 188 países liderada pelo Reino da Noruega, refere o Relatório sobre Desenvolvimento Humano 2016 apresentado nesta quarta-feira, em Luanda.

De acordo com o documento apresentado numa cerimónia conjunta da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ( PNUD), Cabo Verde surge como primeiro país africano de língua portuguesa na 122ª posição, enquanto Moçambique está na 181ª posição.

A República Centro Africana ocupa a última posição do Índice de Desenvolvimento Humano.

O relatório realça que Angola apresenta um Índice de Desenvolvimento Humano de 0,533, um índice ajustado a desigualdade de 37.0.

Em relação a renda per capita o relatório estima que cada angolano recebe em média anual de 6.219 dólares-norte americanos (1 dólar =165,092 Akz) sendo considerado de baixo em relação ao registado no Reino da Noruega que é superior a 40 mil dólares norte-americanos.

O país possui uma esperança de vida, segundo o documento, de 57,5 anos contrários aos 60 estimados pelo Censo da População e Habitação efectuado em 2014, assim como tem uma taxa de alfabetização de 68,1 porcento e um nível de escolaridade em média de cinco anos apesar dos esforços do Executivo para proporcionar o acesso à educação a maioria da população.

Destaca por outro lado a elevada taxa de mulheres no parlamento com uma taxa superior a 30 porcento chegando a atingir índice idêntico ao do Reino da Noruega.

Dos países lusófonos, Portugal lidera o ranking ocupando a 41ª posição seguida do Brasil na 79ª.

A cerimónia foi orientada pelo coordenador residente do sistema das Nações Unidas e representante residente do PNUD em Angola, Paolo Balladeli, ladeado pela reitora da Universidade Agostinho Neto, Maria do Rosário Bragança Sambo. (ANGOP)

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