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Supremo venezuelano proibiu a procuradora-geral de deixar o país e congelou os seus bens

Luisa Ortega Díaz, ex-aliada do chavismo, tornou-se nos últimos meses uma dura adversária do presidente Nicolás Maduro, sendo perseguida pelo regime.

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela proibiu na última quarta-feira (28) a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, de deixar o país e congelou as suas contas e bens. As medidas são uma consequência da convocação de Ortega a comparecer em 4 de julho a uma audiência no TSJ que decidirá se irá levá-la a juízo.

Ortega Díaz, ex-aliada do chavismo, tornou-se nos últimos meses uma dura adversária do presidente Nicolás Maduro.
Ela enviou três acções ao TSJ para impedir a Assembleia Constituinte convocada por Maduro para escrever uma nova Constituição. Para a procuradora, o presidente viola a lei ao não submeter a convocação a referendo popular e por fazer a eleição da assembleia sem sufrágio universal.

Esta advogada de 59 anos, acusada de supostas “faltas graves” no cargo, denunciou a “ruptura da ordem constitucional” por parte do governo de Maduro, que segundo ela impôs um “terrorismo de Estado” por meio dos militares e do TSJ.

“Aqui parece que todo o país é terrorista (…), creio que temos um terrorismo de Estado”, disse a procuradora à imprensa. Ortega Díaz também pediu que o país mantenha o respeito à lei e reiterou que a Venezuela vive uma ruptura da ordem constitucional.
A procuradora contestou ainda decisão da Suprema Corte da Venezuela de restringir os seus poderes e afirmou que não
irá reconhecê-las.

Loira, de olhos claros e sempre de óculos, Ortega também dirigiu suas críticas contra o Poder Eleitoral e os militares, considerados pilares do governo Maduro junto ao Supremo.
O deputado chavista Germán Ferrer, com quem é casada há 18 anos, a descreve como uma “pessoa muito disposta, valente e honesta”.

“Enfrentaria qualquer coisa para defender os seus valores. Ela é a fiadora da legalidade no país, está cumprindo com o seu dever”, disse à AFP.
A reação governista à rebelião de Ortega foi tal que o deputado Pedro Carreño pediu ao Supremo sua destituição por “insanidade mental”, o congelamento de seus bens e a proibição de sair do país. (G1)

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