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JBS questiona no STF decisão de juiz que proibiu venda de ativos no Mercosul

A Empresa foi proibida por juiz de Brasília de vender subsidiárias na Argentina, no Paraguai e no Uruguai. JBS argumentou que decisão não considera acordo de delação, que não prevê essa vedação.

s irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, apresentaram nesta quinta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) reclamação na qual questionaram a decisão de um juiz que probiu a empresa de vender ativos nos países do Mercosul.

A JBS foi proibida pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, de vender subsidiárias na Argentina, no Paraguai e no Uruguai para empresas controladas nesses países pela Minerva, considerada a segunda maior companhia de carne bovina do Brasil.

Para Ricardo Leite, é “prematura qualquer decisão judicial para liberar a venda de ações” requerida pelo grupo.
Joesley e Wesley Batista fecharam acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal no Âmbito da Operação Lava Jato.

No recurso ao STF, os irmãos argumentaram que o juiz de Brasília contrariou o Supremo ao não observar o acordo de delação premiada, que não prevê esse tipo de vedação.
O caso será analisado pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator das delações da JBS no Supremo.
A venda das subsidiárias

Os donos da JBS pretendiam vender ao grupo Minerva frigoríficos adquiridos na Argentina, no Paraguai e no Uruguai por meio de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A venda foi fechada no início de junho, por US$ 300 milhões, e envolve todas as ações das subsidiárias da JBS com operações de carne bovina nesses três países.
O negócio foi primeira venda de ativos da empresa desde os escândalos da operação Carne Fraca e a delação premiada dos donos da empresa. (G1)

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